A geração privada da vida académica e que teme o desemprego depois do curso

O último ano afastou os alunos da escola. Um ano atípico, em que não só o ensino como a socialização foram transferidos para o ecrã de um computador.

No Dia Nacional do Estudante, que se assinala esta quarta-feira, a presidente da Federação Académica do Porto, Ana Gabriela Cabilhas, afirma que, em tempo de pandemia, todos os estudantes foram postos à prova.

"Há um maior desafio no que diz respeito ao processo de aprendizagem, nomeadamente no que diz respeito à qualidade do ensino online e à própria instabilidade dos processos de avaliação, e isto acaba por gerar um maior stress. Temos sido expostos a fatores de stress de uma forma ininterrupta", admite Ana Gabriela Cabilhas, em declarações à TSF.

A presidente da Federação Académica do Porto nota que também a experiência social universitária está a ser perdida por muitos alunos.

"No que diz respeito às questões de integração, há um conjunto de estudantes que acabou por não experienciar de uma forma social o que é ser estudante do ensino superior", lamenta.

Mas o mais preocupante para Ana Gabriela Cabilhas é que a pandemia de Covid-19 tenha agravado problemas que já existiam e trazido novas preocupações, em termos socio-económicos e de saúde mental.

"As dificuldades económicas estão a assolar muitos agregados familiares. Pode aumentar o risco de abandono escolar precoce e temos de estar atentos a este fenómeno. Existiram estudantes que, com este novo confinamento, voltaram a necessitar de material informático, de ligação à internet,...", relata.

Em relação às questões de natureza psicológica, a presidente da Federação Académica do Porto sublinha que o facto de pandemia se estar a "alargar no tempo" leva a "uma situação de cansaço", mas também à intensificação do tal stress, não somente pelo período atualmente vivido, mas "quando o próprio estudante perspetiva aquilo que pode ser o seu futuro, com entraves na entrada do mercado de trabalho e uma crise económica à porta".

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.732.899 mortos no mundo, resultantes de cerca de 123,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.794 pessoas dos 818.212 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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