A viver "situação de drama", médicos defendem fecho das escolas e confinamento apertado

Miguel Guimarães afirma que este é o momento da ciência, em que é preciso seguir as recomendações dos epidemiologistas, defendendo o encerramento das escolas.

O bastonário dos Médicos considera que está na altura de os portugueses perceberem a gravidade da situação e defende, no Fórum TSF, um confinamento mais apertado, com menos exceções e a realização de rastreios em massa.

Entrevistado por Manuel Acácio, Miguel Guimarães lembra que "em cerca de 87% dos casos positivos não sabemos como é que aconteceram". Por isso, há uma necessidade urgente de "reforçar as equipas de saúde pública, com pessoas, de facto, da área da saúde que façam inquéritos epidemiológicos que tenham validade e é fundamental começar a fazer rastreios também em massa, com os testes rápidos, sobretudo em áreas como as unidades de saúde, as escolas ou os lares".

Miguel Guimarães afirma que este é o momento da ciência, em que é preciso seguir as recomendações dos epidemiologistas, defendendo o encerramento das escolas.

"Este é, claramente, o momento da ciência. Este não é o momento da política nem de jogos políticos. Na verdade, no que diz respeito concretamente às escolas, já existem vários estudos, até feitos em Portugal. Por exemplo, o professor Carlos Antunes que é um matemático, um investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, divulgou um estudo em que se mostra claramente que, a partir dos 12 anos e nas universidades, a incidência da infeção é elevada e tem vindo sempre a aumentar durante estes dias", sustenta.

O bastonário garante que a capacidade do SNS já foi largamente ultrapassada e que os médicos são todos os dias obrigados a tomar decisões cada vez mais difíceis.

"Se não tiver um ventilador invasivo num doente que eu acho que precisa de um ventilador invasivo, eu tenho outras soluções que não são a mesma coisa. Por isso é que a taxa de mortalidade também pode aumentar (...) Neste momento, esta situação de drama já se está a viver", remata.

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