ALFA, o projeto pioneiro para vigilância de fronteiras marítimas

É um sistema ainda em experimentação que pretende detetar pequenas aeronaves que possam ser utilizadas em atividades criminosas.

Qualquer drone, helicóptero ou até uma ave que voe a baixa altitude pode ser detetada pelo ALFA (Advanced Low Aircrafts Detection and Traking). O sistema consegue perceber a existência de objetos que habitualmente não são percetíveis nos radares.

O major Jorge Gil, responsável pelo centro de comando operacional da unidade de controlo costeiro da GNR, explica que "é contribuir para a proteção das fronteiras na prevenção do crime transfronteiriço, em particular no tráfico de drogas, armas e substâncias ilícitas".

Se em Portugal por enquanto ainda não há tráfico de droga através de pequenas aeronaves, em Espanha isso já acontece.

"Temos algumas situações de voos a baixas altitudes não autorizados", diz o major, mas não há notícia de que façam tráfico de droga, ao contrário do que já se passa em Espanha onde já há situações concretas de tráfico entre Marrocos e aquele país, através de voos que atravessam as fronteiras marítimas.

Neste projeto estão envolvidas várias entidades portuguesas e estrangeiras, entre empresas, GNR e guarda civil espanhola, universidades e institutos. Da parte portuguesa o INOV é um dos parceiros.

O sistema envolve a conceção de radares e câmaras. Paulo Chaves, que faz parte do Instituto de Novas Tecnologias, explica que, depois, há um sistema que funde toda a informação, informa o operador que distingue se esse alvo é uma ameaça". Se assim for, o objeto voador é rastreado até chegar a terra, onde pode ser intercetado.

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