Ambientalistas alertam: plano do ministro do Ambiente para o rio Tejo é "desajustado"

Carla Graça, da associação ambientalista Zero, explica à TSF que o problema do Tejo precisa de "uma solução sustentável de longo prazo, que não passa por artificializar ainda mais a bacia".

Os ambientalistas levantam dúvidas à proposta do governo para resolver a falta de caudais mínimos no rio Tejo. Em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, o ministro do Ambiente aponta a construção de um túnel para tirar água da barragem de Cabril e levá-la por 50 quilómetros até Belver.

À TSF, Carla Graça, da associação ambientalista Zero, considera que é uma ideia "desajustada" para resolver o problema.

"O que nós pretendemos para o Tejo é uma solução sustentável de longo prazo e essa solução não passa por artificializar ainda mais a bacia", afirma, acrescentando que a resolução do problema passa pelo "uso mais eficiente da água do Tejo a montante, ao nível da agricultura" e pela "negociação dos caudais com Espanha".

Noutro plano, o presidente da câmara de Vila Nova da Barquinha e o presidente da associação de agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação consideram que a proposta de João Pedro Matos Fernandes pode ser uma solução para os municípios banhados pelo Tejo, mas antes de pensarem na construção de um túnel os autarcas querem ter na mão os estudos sobre a construção da barragem do Alvito.

A construção de um túnel de 50 quilómetros para tirar água da barragem de cabril e levá-la até Belver foi uma ideia avançada pelo ministro do Ambiente, em entrevista à TSF e Dinheiro Vivo. Uma obra que, nas contas de João Pedro Matos Fernandes, custaria cem milhões de euros.

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