António Costa anuncia plano de desconfinamento a 11 de março

Costa recorda que o Governo resistiu ao encerramento das escolas, e confirma que o ensino será o primeiro a desconfinar.

António Costa revelou esta sexta-feira que o Governo vai apresentar o plano de desconfinamento para o país dentro de 15 dias, a 11 de março.

"Tal como o fizemos há um ano, será um plano de desconfinamento gradual e que será guiado por um conjunto de critérios objetivos que nos permitam ir medindo aquilo que é a evolução da pandemia. No dia 11 de março esse trabalho será apresentado publicamente depois da apresentação nas sessões de Infarmed e da validação pelo Governo", explicou o primeiro-ministro.

A informação foi adiantada por António Costa na conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros. Quanto às escolas, Costa recorda que o Governo resistiu ao seu encerramento, "pelos fatores de desigualdade entre os alunos", e confirma que serão os primeiros estabelecimentos a abrir portas.

"Foi a última medida que tomámos e, por isso, é natural que seja a primeira medida a adotar no desconfinamento", adianta. O governante não revela, no entanto, em que data as escolas vão voltar a receber alunos.

O governante reforça que o decreto-lei é idêntico ao de 15 dias, pelo que as medidas em vigor continuam a ser as mesmas. Costa assume que uma das lições da pandemia deve ser "evitar confundir os cidadãos com mensagens sofisticadas que acabam por induzir comportamentos em erros", justificando a falta de um plano de desconfinamento.

"Temos de ficar confinados nos próximos 15 dias. Esta é a principal mensagem", diz. O governante assume que é desnecessário adiantar a discussão, "do que deve ser discutido no momento próprio".

O primeiro-ministro afirma que o decreto-lei foi renovado sem qualquer alteração. António Costa explica que a manutenção do documento se deve "às medidas adotadas, que tem produzido os efeitos necessário".

António Costa lembra que o Rt aumentou ligeiramente, mas o número de casos continua a descer. "Em comparação com a União Europeia, nota-se uma clara melhoria. Éramos os piores, e agora estamos na 13.ª posição", diz.

O primeiro-ministro assume que este ainda não é o tempo do desconfinamento. "Estamos melhor, mas tudo é relativo. Se compararmos o número de novos casos que tivemos em maio, verificamos que ainda temos um número quatro vezes superior, quando iniciámos o desconfinamento da primeira vaga."

Lembra ainda que o número de internados continua a ser elevado. "Estamos ainda longe de nos podermos comparar com a situação de maio ou 5 de setembro, quando declaramos o estado de contingência", diz.

Costa pede prudência quanto ao desconfinamento

Costa nota o risco que a variante britânica comporta, no número de casos em Portugal: "Os testes positivos são 49 por cento desta variante. O que exige maior prudência quanto ao desconfinamento".

Já sobre a vacinação, o governante assume que é objetivo do país vacinar integralmente os maiores de 50 anos com doenças associadas. Ainda assim, "não conseguiremos alcançar o objetivo até ao final de março pela vacina da Astrazeneca não poder ser administrada a pessoas com mais de 65 anos."

Assim, Costa nota que o país "ainda está longe de garantir a imunidade dos mais vulneráveis".

"Tudo recomenda que adotemos a maior prudência. Procedemos à avaliação quinzenal da pandemia. Cada estado de emergência é avaliado a cada 15 dias, e o conjunto das medidas em concreto são assumidas em função da evolução", lembra.

Costa aponta para daqui a duas semanas "fazer uma outra avaliação do nível de medidas", e assume que é o primeiro a querer "virar a página do desconfinamento".

Para já, o único compromisso que o Executivo assume é o de apresentação do plano de desconfinamento no dia 11 de março. Um plano que será gradual, progressivo e diferenciado em função de localizações e sempre associado a critérios objetivos em função da evolução da pandemia.

"O avançar do plano de desconfinamento depende de um dado essencial: o ponto da pandemia em que estaremos no dia 11 de março", refere.

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