As mudanças que as secas estão a forçar na agropecuária

Não é uma revolução, mas as mudanças vão acontecer com ou sem secas extremas.

Com a repetição e a intensificação dos fenómenos de seca e outros eventos meteorológicos extremos, a agricultura e a pecuária estão cada vez mais a recorrer à academia, para encontrar soluções que permitam manter a produção.

Procuram métodos mais inovadores e eficientes, para lidar com problemas que têm, como raiz essencial, as alterações climáticas.

Henrique Trindade, é professor e investigador, no CITAB, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

O CITAB (Centre for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences) é um laboratório de pesquisa e inovação, que tem sido procurado por organizações de agricultores e produtores pecuários, e por empresas de consultoria especializadas na indústria agroalimentar.

As palavras "eficiência" e "sustentabilidade" ganham força nestes momentos, em que a água não chega para alimentar os animais, nem para regar as culturas, especialmente dos alimentos dos animais.

A seca pode ser atenuada se chover em março e abril, mas a mudança que está a acontecer, tem um alcance mais longo.

Henrique Trindade defende que não está em causa uma mudança radical das culturas, nem mesmo das espécies animais que são produzidas, mas pode ser necessário mudar a forma como são alimentadas ou regadas estas espécies,

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