Acidente com lancha da GNR. Associação não vê com bons olhos castigo a militares

A lancha da Guarda Nacional Republicana encalhou em Carcavelos. O arranjo ficou em mais de 200 mil euros e os militares responsáveis vão ser alvo de um processo disciplinar.

Um dia depois de anunciados processos disciplinares a dois militares da GNR considerados direta ou indiretamente envolvidos no acidente, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda defende que se não houve dolo, os militares não devem ser castigados.

"Se não foi propositado, certamente que não foi, claro que não vemos com bons olhos" a possibilidade dos militares sofrerem consequências, afirma o César Nogueira. Em declarações à TSF, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda defende que errar é humano e qualquer profissional está sujeito a um acidente, por isso, se não foi com dolo, e César Nogueira acredita que não, os militares em causa não devem ser castigados.

Para o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda é natural que existam processos disciplinares quando há uma falha humana, mas isso não quer dizer que os profissionais venham a ter uma consequência. "Esperemos que não!"

É a esperança de César Nogueira que lamenta a pressão que tem havido à volta deste caso. Em causa os alertas feitos depois do acidente por antigos responsáveis máximos da marinha que alertaram para os riscos de entregar este tipo de lanchas à GNR. "Há aqui uma guerra de quintas em que a Marinha tenta a todo o custo passar um atestado de incompetência à GNR", afirma o presidente da associação da guarda que diz saber que os militares da Marinha "não vêem com bons olhos que a Guarda Nacional Republicana tenha este âmbito costeiro e embarcações com esta envergadura".

Questionado sobre se os militares da GNR receberam a devida formação para navegarem na lancha de patrulhamento costeiro, César Nogueira acredita que sim, mas defende que a GNR podia aprender com os vizinhos espanhóis. "A Guardia Civil já tem isto há muitos anos e tem , para além do oficial comandante operacional da embarcação, um oficial da marinha mercante que opera as questões técnicas e isso poderia evitar este tipo de situações, porque tem um know how e uma experiência muito maior", considera César Nogueira.

O acidente com a lancha de patrulhamento Bojador aconteceu no dia 1 de setembro, pelas 14h30. A embarcação encalhou perto de Carcavelos, o que motivou a abertura de um processo de inquérito. Na sequência desse processo foram abertos dois processos disciplinares.

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