Aumentam atos de vandalismo com bicicletas Gira em Lisboa

A EMEL, que gere a operação destas bicicletas, já identificou as estações que têm sido mais visadas.

Têm sido cada vez mais frequentes, em Lisboa, atos de vandalismo com as bicicletas Gira. Só nos últimos 15 dias foram alvo de tentativa de furto ou destruição mais de uma centena de veículos, mas o fenómeno tem sido registado há vários meses.

A EMEL, que gere a operação destas bicicletas, já identificou as estações que têm sido mais visadas e que se situam na Gare do Oriente, no Centro Comercial Vasco da Gama, na Praça do Município e no Terminal de Cruzeiros, entre outras. Luís Natal Marques, presidente da EMEL, explicou que estes atos custam tempo e dinheiro e são cometidos com o objetivo de perturbar a operação das bicicletas Gira.

"A explicação mais plausível que encontramos é que são pessoas que se dedicam a perturbar o sistema e que, de alguma maneira, poderão estar interessados em fazer com que as coisas não funcionem bem. De qualquer forma, é bom que se diga que, apesar destes furtos que têm acontecido, a grande maioria das bicicletas foi recuperada. Como o sistema tem GPS, conseguimos fazer a sua recuperação", explicou à TSF Luís Natal Marques.

O diálogo com a PSP tem sido permanente. Nesta altura, há um balanço de 47 queixas apresentadas junto das autoridades. Duas deram origem a processos judiciais, como revela o presidente da EMEL.

"Temos um acordo com a PSP que faz a vigilância e que, em alguns casos, acabam por perseguir em tempo real os ladrões de bicicletas. Depois apresentamos queixa e das 47 queixas que apresentámos, 20 acabaram por ser arquivadas porque foram feitas contra desconhecidos e outras estão neste momento em marcha. Temos já dois julgamentos marcados, o que significa que, de alguma maneira, existe exemplaridade do ponto de vista das penas que venham a ser aplicadas", afirmou o presidente da EMEL.

Luís Natal Marques refere que as bicicletas têm um sistema de segurança e localização, mas admite também que a resposta aos atos de vandalismo tem de ser mais rápida.

"Isto obriga, da nossa parte, uma maior celeridade do ponto de vista da resposta, no sentido de apresentar a respetiva queixa e da própria polícia na perseguição dos assaltantes. Gostaríamos muito que não só isto não acontecesse mas que também aqueles que são utilizadores, fãs da bicicleta e que acarinham o sistema estivessem muito atentos a estes atos de vandalismo", acrescentou Luís Natal Marques.

A EMEL regista entre quatro a cinco mil viagens diárias na cidade de Lisboa com as bicicletas Gira.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de