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Centenas de pequenos consumidores nos concelhos de Aljezur e de Odemira, na maioria pequenos empresários, estão a ser contactados, pela Associação de Beneficiário do Mira (ABM), para lhes cortarem o acesso à água do canal do Mira.
Os autarcas consideram que estão negócios, pequenas hortas e a criação de animais em risco numa situação de "profunda injustiça, para quem durante anos usufruiu deste bem essencial, pagando a respetiva fatura". Um corte "injusto e injustificado", dizem.
Depois de ter retirado os contadores a alguns consumidores sem nada justificar a ABM começou agora a enviar cartas alegando que "a albufeira de Santa Clara continua num nível critico o que limita o fornecimento de água às aéreas beneficiadas em 3.500 m3 por hectare inscrito e impossibilita o fornecimento de água para rega ou outras utilizações a título precário". Por esse motivo alega que não poderá continuar a fornecer água a estes consumidores.
Os autarcas de Odemira e Aljezur reuniram há cerca de 15 dias com o ministro do ambiente mas não ficaram satisfeitos com a resposta."Foi-nos dito que há um plano de contingência", revela o presidente da câmara de Aljezur. José Gonçalves revela que o ministro afirmou que "quando tiver que cortar [a água] para a agricultura isso será feito", para que continue a haver água para consumo humano
" Mas isso não nos deu grandes respostas", lamenta.
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No entanto, a água para a agricultura intensiva continua a existir." A continuar assim para o ano não haverá água na barragem de santa Clara", adverte.
Os autarcas lembram que o canal do Mira traz a água da barragem a céu aberto, levando à sua evaporação tem muitas perdas pelo caminho, indo muita água para o mar. Por isso pedem uma solução urgente para fazer face a esta situação.
Pelo menos em Aljezur já corre um abaixo-assinado entre os pequenos produtores afetados pelo corte de água.