Banco Alimentar recebe mil novos pedidos de ajuda diários

A instituição cancelou a habitual recolha de alimentos de Maio nos supermercados. A campanha permitia ao Banco Alimentar ter produtos alimentares para os próximos 6 meses.

Perante os constrangimentos atuais e impedimentos à circulação devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Banco Alimentar contra a Fome (BA) tomou a decisão: não vai organizar a habitual campanha de recolha de alimentos no mês de maio com voluntários nos hiper e supermercados.

"É um grande constrangimento para os bancos Alimentares, uma vez que estas campanhas de recolha representam a grande maioria do abastecimento para os seis meses seguintes", lamenta a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

Isabel Jonet dmite que nalguns pontos do País estas instituições já estão com algumas dificuldades em dar resposta aos pedidos de ajuda, que aumentaram muito no último mês. "Estamos a receber à volta de mil pedidos de ajuda diários, é uma verdadeira loucura, nunca vi nada assim."

Lisboa em primeiro lugar, seguida de Setúbal e em terceiro lugar o Porto são as regiões onde os pedidos de ajuda mais aumentaram. Nesta altura, o Banco Alimentar estima que esteja a ajudar cerca de 400 mil pessoas no país.

Para não entrar em rutura de stocks de alimentos, foi preciso arranjar outras soluções. "Abrimos o canal das doações online e fizemos um apelo a muitas empresas e a muitas pessoas para que não deixem de contribuir para os bancos alimentares".

Mesmo sem campanha de recolha de alimentos no último fim de semana de Maio nos supermercados o Banco Alimentar pode ser ajudado através do site www.alimenteestaideia.pt .

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