Café Paraíso, em Tomar, onde Umberto Eco foi cliente

Preserva a arquitetura elegante, as ventoinhas no teto, os espelhos importados de Veneza e o mobiliário com origem na Alemanha.

Quase 110 anos de atividade e quatro gerações da mesma família a gerir o Café Paraíso, em Tomar, inaugurado a 20 de maio de 1911.

Ali se discutiram, certamente, todas as notícias importantes da cidade e da história portuguesa recente: o fim da primeira república, as grandes guerras mundiais, o 25 de Abril, a contratação de Eusébio pelo União de Tomar.

Muitas vivências e muitos personagens ilustres, incluindo o escritor Umberto Eco, que a atual gerente, Alexandra Grego Vasconcelos, sobrinha-neta de um dos fundadores, se lembra de ver sentado à mesa, no Café Paraíso.

O estabelecimento localizado na Rua Serpa Pinto, na zona mais antiga de Tomar, sofreu diversas alterações ao longo dos anos, mas preserva a arquitetura elegante, as ventoinhas no teto, os espelhos importados de Veneza e o mobiliário com origem na Alemanha.

São vários os elementos do passado que se mantêm até hoje, por exemplo, edições das revistas Flama e O Século Ilustrado.

Destino de tertúlias e reencontros, ali se gravaram produções de publicidade e televisão.

Desde segunda-feira, 5 de abril, a esplanada está a funcionar entre as oito e meia da manhã e as dez e meia da noite.

Informação útil: este café histórico é conhecido em Tomar como paraíso pela manhã, purgatório durante a tarde e inferno à noite.

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