Autarca defende medidas de apoio à economia de Ovar superiores às do resto do país

O autarca Salvador Malheiro diz, numa emissão especial de aniversário da TSF, compreender que, num "período embrionário" da pandemia, "as instâncias superiores não tivessem essa capacidade de resposta".

O presidente da Câmara de Ovar defende uma "discriminação positiva" do concelho, através de medidas de apoio à economia local superiores às implementadas no resto do país. Em entrevista à TSF, Salvador Malheiro diz entender que "todo sofreu bastante com esta questão da pandemia", mas acredita que Ovar esteve sujeito a "condições ainda maiores".

"Penso ser de elementar justiça a necessidade dessas medidas de discriminação positiva para apoio da economia local de Ovar ligeiramente maiores do que o resto do país. O Governo deveria implementar esse projeto de resolução o mais rapidamente possível", sustenta.

O SARS-CoV-2 tinha chegado há poucos dias a Portugal, quando Ovar enfrentou a maior cerca sanitária de Portugal Continental. As previsões anunciavam, no pior dos cenários, uma "catástrofe", com "cerca de 40 mil infetados e cerca de mil óbitos, se as coisas não corressem bem".

Quem recorda estes momentos marcantes é o presidente da Câmara de Ovar, Salvador Malheiro, em entrevista à TSF, quase um ano depois desse 17 de março de 2020. A tormenta, garante o autarca, foi ultrapassada graças à solidariedade e "ao espírito de união" da população.

Questionado pelo jornalista Fernando Alves sobre se, em algum momento, o concelho se sentiu abandonado, Salvador Malheiro diz compreender que, num "período embrionário" da pandemia, "as instâncias superiores não tivessem essa capacidade de resposta". Ainda assim, o autarca sublinha que a situação foi resolvida graças ao "grupo operacional do gabinete de crise" e "ao espírito de união, de trabalho de todo o povo vareiro".

Sobre o eventual estigma que a pandemia deixou naquela região, Salvador Malheiro explica que houve duas fases: "Numa primeira fase, o estigma existiu sob o ponto de vista negativo. Nós éramos olhados de uma maneira diferente, mas à medida que nós fomos ultrapassando os problemas sentimos que esse estigma passou a ser ao contrário e passámos a ser os cumpridores, a ser aqueles que conseguiram resolver o assunto", remata.

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