Coimbra Região Europeia da Gastronomia quer apostar à mesa no desenvolvimento local

A ministra Ana Abrunhosa defende que a gastronomia deve ser "encarada como fonte de riqueza e envolver as comunidades", sendo assim "uma estratégia de desenvolvimento regional e local".

Coimbra é a Região Europeia da Gastronomia em 2021/2022.

Envolvidos nesta distinção estão os 19 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra que, juntos, tentam que a gastronomia possa ser fator de desenvolvimento local e regional. As ambições são várias, entre elas a criação de uma carta gastronómica regional, mas também o contributo para uma alimentação mais sustentável e saudável.

A cerimónia de abertura decorreu esta manhã, no Convento de São Francisco, na cidade dos estudantes.

Ao Som dos Trupe Viola Toeira, como pode ouvir na reportagem áudio, a região de Coimbra passou, a partir desta terça-feira, a ser Região Europeia da Gastronomia. Na abertura, Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, destacou algumas das mais-valias gastronómicas do território, tais como "da chanfana à lampantana, do leitão à lampreia, do pescado da Arte Xávega à sardinha da Figueira da Foz, do arroz do Baixo Mondego aos queijos DOP Rabaçal e Serra da Estrela, da doçaria conventual ao mel, não esquecendo os enchidos e o vinho".

A ministra, que é da região de Coimbra, refere o que esta distinção pode trazer de mais importante a esta zona do país. "A gastronomia vai muito além da culinária, tem de ser encarada como fonte de riqueza e envolver as comunidades", sendo assim "uma estratégia de desenvolvimento regional e local".

O embaixador da "Coimbra, região europeia da Gastronomia" é Luís Lavrador, chefe da seleção nacional de futebol, que refere que o interesse crescente na gastronomia nas últimas décadas "ajudou a resgatar antigas e adormecidas tradições gastronómicas, valorizando-as como bens transacionáveis".

Jorge Brito, secretário executivo da CIM da Região de Coimbra, refere que além da valorização do património gastronómico da região, esta distinção quer contribuir para o desenvolvimento sustentável da região. "Reforçar a autenticidade da região e o seu conhecimento, estimular o consumo de produtos de época e respeitar os ciclos produtivos, que muitos já esqueceram, encurtar as cadeias de abastecimento e dinamizar a economia local e regional", destaca Jorge Brito. Coimbra região europeia da gastronomia desafia-se e promete um milhão de experiências gastronómicas ao longo do próximo ano.

Esta é uma distinção partilhada com a Eslovénia e é atribuída pelo Instituto Internacional de Gastronomia, Cultura, Artes e Turismo.

Tem como pano de fundo o contributo para um sistema alimentar mais sustentável e saudável, com reforço da identidade e do património.

Outra das metas é a concretização de uma carta gastronómica regional e a criação de rotas gastronómicas e culturais.

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