Corrida às máscaras em Portugal por causa do coronavírus

A procura de máscaras de proteção respiratória está a aumentar nas farmácias portuguesas, na sequência do surto de coronavírus que teve origem na China mas está já a espalhar-se por vários países.

Sem avançar números, a Associação Nacional das Farmácias confirma à TSF que a demanda por máscaras nas farmácias sofreu um crescimento e que estão a ser feitos contactos com fornecedores para responder ao aumento da procura.

A 3M, marca que fabrica e distribui máscaras de proteção respiratória no mercado português e no mercado internacional, também regista esse "aumento da procura, em todos os mercados.

"Há uma maior preocupação por parte das pessoas, que estão a tentar proteger-se", explica Patrícia Correia, responsável pela comunicação da 3M. "Temos recebido pedidos de informação das farmácias para saberem como é que podem dar resposta à procura dos seus clientes, porque, neste momento, todos estão preocupados em relação a quando é que o vírus nos toca a porta", indica.

Apesar de ainda haver máscaras nas prateleiras, Patrícia Correia adianta que a produção na empresa está a ser reforçada.

"Neste momento, estamos a conseguir assegurar os 'stocks'. Já nos estamos a precaver para aumentar a produção e para conseguir colmatar este aumento da procura que está a ocorrer", revela.

O mesmo procedimento está a ser adorado por outros fabricantes e distribuidores de máscaras de proteção contactados pela TSF, que pretendem assegurar a resposta à crescente busca pelo produto.

A China elevou para 106 mortos e mais de 4.000 infetados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infetada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, a 8 de janeiro.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

O Governo chinês decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

A região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas.

Alguns países, como Estados Unidos, Japão, França, Alemanha e Portugal, estão a preparar com as autoridades chinesas a retirada dos seus cidadãos de Wuhan, onde também se encontram duas dezenas de portugueses.

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