Crime de cyberbullying a colegas de escola leva à apreensão de armas de fogo

Em causa estão crimes de coação, perseguição e perturbação da vida privada em ambiente escolar na Póvoa de Lanhoso.

Uma rapariga de 18 anos da Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, foi constituída arguida na quarta-feira por praticar cyberbullying sobre os colegas de escola. A jovem é suspeita de criar perfis falsos nas redes sociais e de usar os números de telemóvel dos colegas em plataformas de encontros amorosos para causar mal-estar psicológico e provocar medo e inquietação.

Em causa estão crimes de coação, perseguição e perturbação da vida privada em ambiente escolar. Tudo crimes associados ao cyberbullying.

"O que ela fazia era criar sites em plataformas de encontros sexuais em que colocava o número de outros telemóveis, que depois acabavam por ser contactados, criando muito mal-estar entre jovens do sexo feminino", revela à TSF Adriano Rocha, oficial de Relações Públicas do Comando Territorial da GNR de Braga.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou, em comunicado, que a investigação partiu de uma denúncia que levou os militares a fazer buscas na escola e na casa da arguida. Na sequência destas buscas, foi apreendido um computador, cinco telemóveis, três armas de ar comprimido, uma arma de calibre 22, uma mira telescópica e uma caixa de chumbos.

Esta ação da GNR contou com a intervenção da secção de prevenção criminal e policiamento comunitário responsável pelo programa Escola Segura. A suspeita foi constituída arguida e será presente ao Tribunal Judicial da Póvoa de Lanhoso para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

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