Cuidado com os radares. Polícias passaram mais 116 mil multas em seis meses

Mais radares nas estradas levam autoridades a detetarem, por dia, 2.518 condutores em excesso de velocidade.

As autoridades portuguesas detetaram 630 mil infrações nas estradas entre janeiro e junho, sendo que quase dois terços estão relacionados com excesso de velocidade.

Aliás, o excesso de velocidade foi o único tipo de infração detetada que aumentou nos primeiros seis meses do ano, em contraste com todos os outros - por exemplo, as multas por conduzir com telemóvel, com álcool no sangue ou sem cinto de segurança tiveram quedas a rondar os 40%.

Os casos de excesso de velocidade, pelo contrário, subiram 39,6%: 292 mil condutores detetados na primeira metade de 2019 para 408 mil no mesmo período de 2020, ou seja, mais 116 mil contraordenações (para um total, médio, de 2.518 por dia).

A razão está essencialmente relacionada com o enorme aumento de carros fiscalizados depois da instalação de mais 34,9% de radares da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e de mais 53,5% de radares da Polícia Municipal de Lisboa, como refere o relatório semestral da ANSR.

Menos acidentes, menos feridos e menos mortos

O mesmo documento mostra igualmente que dificilmente se encontram seis meses em que a sinistralidade nas estradas portuguesas tenha caído tanto como na primeira metade de 2020.

O ano já estava a correr bem até março, mas foi a partir desse mês, em que o país entrou em estado de emergência com a pandemia da Covid-19, que a sinistralidade caiu a pique, sobretudo (e de forma ainda mais vincada) em abril.

Ao fim de meio ano, 2020 registou 167 mortos nas estradas, menos 59 (26%) que no mesmo período de 2019.

Os acidentes com vítimas foram menos 5.167 (-31%), enquanto os feridos graves também desceram de 1048 para 779 (-25,7%).

Depois do Estado de emergência, em maio e junho, os acidentes com vitimas continuaram a diminuir, mas de forma mais ligeira e a ANSR adianta que julho já teve um aumento da sinistralidade.

Tendência que a autoridade pretende combater com uma campanha a alertar os condutos para que a segurança, na estrada, não pode tirar férias.

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