Cuidados continuados em risco de fechar com aumento do salário mínimo

Financiamento do Estado sobe 0,3% e salário mínimo aumentou 5,8%. Associação diz que prejuízo é brutal.

A Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC) ficou chocada com a portaria que na última sexta-feira atualizou os valores pagos pelo Estado pelos doentes internados nestas unidades. Uma subida de 0,3% nessas transferências, apesar de o Salário Mínimo Nacional, pago a grande parte dos funcionários, ter aumentado 5,8%.

O presidente da associação explica à TSF que a situação repete-se há vários anos, mas agora agudiza-se com o acumular de prejuízos e sucessivos aumentos dos salários mínimos acima da inflação que não são acompanhados pelos mesmos aumentos nas comparticipações vindas do Governo.

A portaria é assinada em conjunto pelos ministérios das Finanças, Saúde e Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

José Bourdain detalha que no dia em que a portaria foi publicada teve várias chamadas de dirigentes de unidades de cuidados continuados a avisar que teriam de fechar portas.

O presidente da ANCC dá o exemplo da organização que lidera e que este ano pode ter de fechar uma das suas duas unidades de cuidados continuados.

José Bourdain explica que na Cooperativa de Empreendedorismo para o Desenvolvimento Económico e Social de Todo o País (CERCITOP), organização que dirige, nunca existiram salários mínimos nacionais, mas com os aumentos impostos pelo Governo desde 2015 foi impossível subir todos os funcionários.

Na prática, sem mais receitas, apenas foram aumentados aqueles que recebiam o salário mínimo, que agora é o ordenado de mais de metade dos 240 funcionários da CERCITOP.

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