Declarações sobre reestruturação do SEF foram um "erro" e um "descuido bondoso"

Em entrevista exclusiva à TSF, o diretor nacional da PSP reconhece que cometeu um erro ao falar sobre a fusão da PSP com o SEF. Magina da Silva revela que um polícia foi suspenso por comentários racistas na internet e mostra-se apreensivo com o número "preocupante" de polícias com covid-19. Também fala sobre outras polémicas que marcaram o seu primeiro ano de mandato.

O diretor nacional da PSP considera "preocupante" o número de polícias que atualmente estão infetados com covid-19 ou em isolamento profilático. Magina da Silva não revela o número exato de elementos da PSP que estão de baixa porque "pode ser usado para especular", mas admite que existe "uma quantidade considerável de polícias que estão inoperacionais", embora esse número esteja "a estabilizar".

Para atenuar o problema, esta semana entram em funções "umas dezenas largas de polícias" que estão na pré-reforma e que "disseram presente ao chamamento" para integrarem o "serviço ativo" reforçando assim o número de operacionais.

Quanto à vacinação de polícias, o plano está definido e deverá arrancar este mês. Vão ser vacinados 10 mil operacionais da PSP porque "o número de vacinas não chega para a totalidade do efetivo e foi necessário fazer escolhas" com base na necessidade de manter a capacidade operacional no terreno (polícias do 112, por exemplo) e a capacidade de comando. "Os polícias serão vacinados não porque as suas vidas precisem ser protegidas relativamente a outros cidadãos, mas porque a função que desempenham é crítica e importante para o contexto em que vivemos", clarifica o diretor nacional.

Questionado sobre em que ponto está a reestruturação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Magina da Silva recusa fazer comentários. Depois das polémicas declarações em que revelou que estava a ser estudada a fusão da PSP com o SEF que deixaram o ministro da Administração Interna zangado, Magina da Silva reconhece que cometeu o "erro" de emitir uma opinião pessoal, o que classifica como um "descuido bondoso".

Para o superintendente-chefe da PSP a relação com o ministro Eduardo Cabrita não ficou beliscada. "Pedi-lhe desculpa quando me apercebi da dimensão da extrapolação que fizeram das minhas palavras, como digo: um descuido bondoso. O senhor ministro percebeu que foi um descuido bondoso e isso não afetou o nosso relacionamento institucional".

Nesta entrevista à TSF, o diretor nacional da PSP diz ainda que continua a acreditar que não existe uma infiltração generalizada da extrema-direita na PSP, mas revela que um polícia foi suspenso esta semana por ter feito publicações racistas nas redes sociais. Quanto aos 7 polícias da esquadra de Alfragide que foram condenados pelo Tribunal da Relação de Lisboa, Magina da Silva confirma que eles continuam ao serviço até que a PSP receba o acórdão e reabra os processos disciplinares.

No balanço de um ano de funções, o diretor nacional da PSP anuncia ainda um alívio de restrições ao uso de tatuagens e confirma que a PSP apresentou mesmo uma queixa-crime devido a um cartoon publicado na imprensa.

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