DGS admite uso de máscara em pessoas mais sensíveis e sem sintomas

Plano de contingência prevê essa hipótese quando a doença estivar disseminada pelo país.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) admite que as pessoas sem sintomas também poderão, em certos casos, ter de usar máscara de proteção individual na próxima fase de resposta ao novo coronavírus.

A possibilidade está prevista no plano nacional de contingência feito pela DGS que admite que quando chegarmos à fase de "mitigação" os indivíduos sem sintomas com suscetibilidade acrescida poderão ter de usar máscara em "contexto de grandes aglomerados populacionais ou de frequência de serviços de saúde".

O plano não define que doentes terão esta "suscetibilidade acrescida" apenas dando o exemplo das pessoas imunodeprimidas.

Vários especialistas têm alertado para os maiores riscos que o coronavírus representa para idosos, diabéticos e doentes com insuficiência cardíaca ou respiratória, mas essa definição de quem tem "suscetibilidade acrescida" não está no plano de contingência.

Sobre as máscaras o documento diz que "não obstante não existir evidência que comprove a redução da propagação da infeção decorrente do uso de máscara por indivíduos assintomáticos, este é recomendado condicionalmente, justificando-se pela plausibilidade teórica, em cuidadores de indivíduos doentes no domicílio e indivíduos com suscetibilidade acrescida".

Ainda estamos na fase laranja

Segundo o esclarecimento avançado à TSF pela DGS o país está neste momento na segunda subfase laranja mais avançada do plano de contingência para a Covid-19, ou seja, numa tentativa de "contenção alargada" com "casos importados em Portugal, sem cadeias secundárias".

Nesta fase laranja existem "cadeias de transmissão na Europa", "presença de casos importados em Portugal, sem cadeias secundárias" e um "risco moderado de propagação local da doença em Portugal".

A subfase que se segue, 3.1, a primeira da fase vermelha, será a de "mitigação" com "transmissão local em ambiente fechado" e será aí que em certos casos os indivíduos sem sintomas poderão precisar de usar máscaras de proteção.

Será nesta fase vermelha que "as cadeias de transmissão da Covid-19 já se encontrarão estabelecidas em Portugal, tratando-se de uma situação de epidemia/pandemia ativa. Neste contexto, as medidas de contenção da doença são insuficientes e a resposta é focada na mitigação dos efeitos do Covid-19 e na diminuição da sua propagação, de forma minimizar a morbimortalidade e/ou até ao surgimento de uma vacina ou novo tratamento eficaz".

A DGS acrescenta, no plano, que "o uso de máscara por indivíduos sintomáticos é fortemente recomendado em todas as fases da epidemia (se a condição clínica o permitir) e estes devem estar capacitados para o uso correto da mesma", sendo que os efeitos indesejados (desconforto ou dificuldade em respirar, por exemplo) são poucos quando usadas de maneira adequada e consistente".

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