"É um fenómeno geográfico." Virologista diz que variante indiana tem mutação dupla

Pedro Simas, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, afirma à TSF que a informação sobre esta variante ainda é escassa.

O Reino Unido vai fechar, a partir de sexta-feira, as fronteiras a cidadãos estrangeiros vindos da Índia por causa de uma nova variante do SARS-CoV-2. As autoridades de saúde britânicas já detetaram no país mais de uma centena de pessoas infetadas com esta mutação que apareceu na Índia.

O virologista Pedro Simas, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, explica que se trata de um fenómeno geográfico e que esta nova variante tem mutação dupla, mas a informação ainda é escassa.

"Não se sabe muito bem qual é o efeito que esta dupla mutação tem. Sabe-se que, na Índia, durante muitos meses, esta variante teve um nível de disseminação baixo, sabe-se que é um fenómeno geográfico no país e que na Índia, em geral, a disseminação comunitária da pandemia está a aumentar muito. É um fenómeno ainda local, uma variante que agora despertou interesse na Europa porque foi detetada no Reino Unido", afirma à TSF Pedro Simas.

O especialista acredita que esta nova variante não deve ser sinal de alarme, mas as autoridades devem estar atentas.

"Tanto a imunidade após a infeção como as vacinas conseguem sempre proteger contra a doença severa em relação a estas variantes e, muitas vezes, contra a infeção de uma forma também eficaz. Portanto, não estou muito preocupado com esta variante, apesar de achar que temos de estar sempre atentos quando surgem estas variantes, porque elas têm surgido. Tem havido uma evolução convergente, ou seja, há uma evolução para determinadas mutações que adaptam o vírus à disseminação no seu hospedeiro, que é o ser humano", explicou o virologista.

Esta nova variante ainda está em estudo, mas a partir de sexta-feira o governo britânico vai proibir a entrada a cidadãos estrangeiros vindo da Índia devido ao agravamento da situação epidémica naquele país. Só na segunda-feira, o país registou mais 270 mil infeções.

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