"É um grande orgulho" trabalhar em empresa que desenvolve a vacina mais esperada

Ana Cadete confessa à TSF que nunca lhe passou pela cabeça fazer investigação numa empresa que pudesse vir a ser o centro das atenções, no mundo inteiro, por desenvolver uma vacina que pode vir a ser determinante na cura da Covid-19.

Em outubro de 2017 quando foi trabalhar para os Estados Unidos, para a Moderna Therapeutics, esta investigadora portuguesa, tinha vontade "de mudar o mundo" mas não imaginou que pudesse, de facto, assistir a essa mudança.

"É um grande orgulho fazer parte deste grupo e de ajudar na descoberta de um tratamento que neste momento é fundamental."

Trabalha há mais de dois anos no departamento de nanopartículas da Moderna Therapeutics, em Massachusetts, uma das empresas de biotecnologia farmacêutica que está a desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus baseada no RNA mensageiro (mRNA).

"Uma vacina de RNA mensageiro o que vai fazer é que, uma vez dentro do organismo, vai dizer às células que tipo de proteína vão produzir, ou seja, as células vão produzir a proteína do vírus e o sistema imunitário terá capacidade de reconhecer aquela proteína e de produzir uma resposta imunitária."

Apesar de não poder adiantar grandes pormenores sobre o que está ser feito, Ana Cadete explica que os ensaios clínicos nos humanos já começaram.

"O ensaio clínico de fase 1 foi feito com 45 voluntários saudáveis, com idades entre os 18 e os 55 anos e depois poderemos então ir para o ensaio clínico de fase 2, onde continuaremos a avaliar a segurança e eficácia da vacina, mas já com um grupo maior de voluntários."

Ana Cadete reconhece que a cada dia que passa aumenta a ansiedade para saber quando é que estará disponível uma vacina que trave esta pandemia mas explica que é possível para já avançar com nenhuma data, garantindo apenas, que a Moderna Therapeutics "está preparada para produzir rapidamente e em larga escala milhões de doses de vacina se ficar provado que é segura e de que temos a resposta imunitária necessária para que seja aprovada".

A investigadora portuguesa é farmacêutica, tem um doutoramento em Nanomedicina e Inovação farmacêutica, fez um pós-doutoramento no MIT e trabalhou num protejo financiado pela Bill and Melinda Gates Foudation, no desenvolvimento de um medicamento para a tuberculose.

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