Governo admite que condições para detidos no aeroporto são "precárias"

O ministro da Administração Interna sublinha que foram feitas melhorias no espaço do aeroporto de Lisboa e desmente os dados da Provedora sobre as chamadas telefónicas.

O ministro da Administração Interna admite que as instalações do Centro de Acolhimento Temporário para estrangeiros no aeroporto de Lisboa são "precárias". Questionado sobre os dados do relatório da Provedora de Justiça, que criticou a forma como os estrangeiros são detidos no aeroporto, Eduardo Cabrita assumiu que o espaço tem "limitações".

"O centro tem condições precárias, por isso tomei a decisão de criar de separar as duas funções, pedido de asilo e pessoas não autorizadas a entrar em território nacional. (O centro) tem as limitações que tem o aeroporto de Lisboa", adiantando que solicitou à ANA "para aumentar o espaço no período transitório" mas a empresa explicou que "não tem capacidade".

O ministro referiu que foram feitas "melhorias", tendo sido "criadas zonas para crianças e para famílias". Sobre o novo centro, que está a ser construído em Almoçageme, o ministro revelou que as portas abrirão no prazo de quatro meses.

"Esperemos que em outubro possa entrar em pleno funcionamento. Esse centro permitirá separar aqueles que pedem asilo ou proteção internacional em Portugal", sublinhou.

O relatório da Provedora revela que os estrangeiros "têm acesso a uma chamada telefónica de cinco minutos durante todo o período da detenção". No entanto, Eduardo Cabrita desmente estes dados, relevando que não correspondem à verdade.

"Há pleno acessos a chamadas telefónicas. Essa é uma questão de detalhe, aí não é verdadeiro o que é dito", concluiu.

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