Embaixador da China elogia Portugal por causa do coronavírus

Cai Run reconhece que, "durante o combate à epidemia, a China e Portugal têm mantido coordenação e colaboração estreitas".

A embaixada chinesa em Lisboa diz que "comunicou atempadamente" às autoridades portuguesas a evolução da epidemia do novo coronavírus e que continuará a "assumir as obrigações internacionais" para assegurar a segurança das pessoas.

Numa declaração enviada à agência Lusa, o embaixador chinês em Portugal, Cai Run, reconhece que, "durante o combate à epidemia, a China e Portugal têm mantido coordenação e colaboração estreitas, o que é uma forte prova da amizade genuína entre os dois povos".

Cai Run lembra que o Governo chinês tem procurado ajudar as autoridades "no repatriamento de portugueses de Wuhan, que regressaram a Portugal sãos e salvos", referindo-se às operações que nos últimos dias permitiram o resgate por via aérea.

Para reiterar esse espírito de cooperação entre os dois países, no combate à epidemia, o embaixador da China lembra ainda que "divulgou vários avisos aos cidadãos chineses que estão em Portugal ou pretendem vir a Portugal, para que coordenem ativamente com a parte portuguesa na implementação das medidas de prevenção e controlo".

"A fraternidade sempre fica mais patente nos tempos difíceis", escreve o embaixador, referindo-se à carta de solidariedade que o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou ao seu homólogo chinês, Xi Jinping.

Cai Run recordou ainda o apoio de "quase cem personalidades políticas de dezenas de países", fazendo menção particular ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a quem agrade a confiança "na vitória da China neste combate à epidemia".

Na missiva endereçada à Lusa, o embaixador insiste na ideia de que o Governo chinês "tem intensificado a cooperação com a comunidade internacional, sempre com uma atitude aberta, transparente e responsável". Segundo o embaixador, essa cooperação fez-se, desde logo, com a Organização Mundial de Saúde (OMS), dizendo que lhe foram transmitidas "atempadamente" todas as informações sobre o vírus, tendo dado respostas "sem demora às preocupações das partes relevantes".

A China elevou esta sexta-feira para 636 mortos e mais de 31 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.

Nas últimas 24 horas, registaram-se 73 mortes e 3.143 novos casos. O médico chinês que deu o primeiro alerta sobre o surto do novo coronavírus morreu quinta-feira, depois de ter contraído pneumonia na semana passada, anunciou o hospital onde estava internado.

O oftalmologista Li Wenliang de 34 anos, foi "infelizmente contaminado durante o combate à epidemia de pneumonia do novo coronavírus", afirmou, na sua conta na rede social Facebook, o hospital central de Wuhan. Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países. Na Europa, o número de casos confirmados chegou quinta-feira a 31, com novas infeções detetadas no Reino Unido, Alemanha e Itália.

A OMS declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

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