Enfermeiro envolvido pela IGAI na morte de Ihor alvo de processo disciplinar

Enfermeiro terá assistido a maus tratos e pouco ou nada fez.

A Ordem dos Enfermeiros abriu um processo disciplinar contra o enfermeiro que, alegadamente, segundo o relatório da Inspeção Geral da Administração (IGAI), assistiu aos maus tratos contra o ucraniano morto nas instalações do SEF no aeroporto de Lisboa.

A confirmação é adiantada à TSF pela bastonária que acrescenta, no entanto, que quem pediu a informação para abrir este processo foi a própria Ordem e esta não foi enviada autonomamente pelo Ministério da Administração Interna, ao contrário daquilo que o ministro Eduardo Cabrita deu a entender na terça-feira no Parlamento.

Ana Rita Cavaco explica que o Conselho Jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros pediu informações à IGAI depois de uma notícia do Público, do final de outubro, que tinha como título "IGAI implica 12 inspectores do SEF, seguranças e enfermeiro na morte de Ihor Homenyuk".

A bastonária detalha que este é o procedimento habitual cada vez que existe um caso a envolver o nome de um enfermeiro e a sua conduta profissional, com eventual violação do seu código deontológico e boas práticas.

A resposta da IGAI chegou a 27 de novembro, quase um mês depois, e apesar de normalmente ser aberto um processo de averiguações neste caso foi aberto de imediato um processo disciplinar tendo em conta os detalhes do relatório que incluía, na prática, "o quem, o como e o onde", o que era perfeitamente suficiente.

Segundo o Público, o relatório da IGAI refere que "não podemos deixar de referir a censurabilidade do comportamento do enfermeiro que considerou razoável que o cidadão se mantivesse, pelo menos, sete horas, manietado, sabendo que a sua agitação poderia advir da falta de medicação e que a utilização da fita adesiva, para a contenção física do cidadão, seria inadmissível".

O enfermeiro é ainda criticado por acreditar que Ihor devia ser observado num hospital, mas alegadamente nada ter feito depois de perceber que o SEF não iria fazer esse encaminhamento.
Ana Rita Cavaco sublinha que nem viu o relatório da IGAI e que este está agora em segredo, tal como o processo do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros, até que exista uma decisão.

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