"Estamos em sufoco." IPSS pedem ao Estado reforço urgente do financiamento

A Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Social quer que o Governo atualize as comparticipações do Estado nas IPSS consoante a atualização do salário mínimo nacional.

O presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Social (CNIS) defende que é urgente reforçar o apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Em declarações à TSF, o padre Lino Maia indicou que 40% das IPSS têm prejuízos e que grande parte delas está em risco de encerrar.

[As IPSS] são um instrumento do Estado na proteção social. O Estado tem de pensar nos cidadãos que precisam de apoio", instou Lino Maia.

"O Governo vai dizendo que foram transferidos para este setor cerca de 1500 milhões de euros, mas metade desse valor regressa ao Estado através da Taxa Social Única (TSU), de outra taxas e coimas", alegou o o presidente da CNIS, que nota que a despesa global no setor ultrapassa os "4000 milhões de euros".

Lino Maia afirma que muitas instituições de solidariedade social vivem em permanente "sufoco" financeiro e que a situação só irá alterar-se se o Estado reforçar o apoio às IPSS.

"É importante que o Estado reforce a comparticipação. Se a atualização das comparticipações do Estado acompanhar, em termos percentuais, a atualização do salário mínimo, penso que entramos num bom caminho", apontou.

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