Francisco George confirma vacinação irregular no Hospital da Cruz Vermelha

Presidente da instituição lembra que o hospital é "muito bem" gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e espera que a "auditoria interna" apure responsabilidades.

Francisco George garante que não houve qualquer irregularidade na Cruz Vermelha. O presidente da instituição lembra que o hospital da Cruz Vermelha é gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas admite que os critérios de vacinação não foram respeitados.

"Terão sido administradas pouco mais de 230 vacinas e os critérios que foram anteriormente estabelecidos não foram inteiramente observados. E não é um, nem dois, nem três casos. Não foram observadores. Naturalmente que uma auditoria interna irá esclarecer essa questão, mas não se trata unicamente de um médico que não observava os critérios. Há aliás, julgo saber, por informações que me transmitiram informalmente, colegas que não foram eleitos para tal em outros estabelecimentos hospitalares públicos que compareceram na Cruz Vermelha para esse fim", revelou o ex-diretor geral da saúde à TVI24, sublinhando que o hospital é "muito bem" gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Francisco George disse ainda que "foi convidado a fazer uma vacina que tinha sobrado e não a fiz. Comuniquei esta informação ao Dr. Francisco Ramos", ex-coordenador da task force da vacinação.

Foi precisamente por causa da vacinação em irregular que Francisco Ramos se demitiu do cargo para o qual tinha sido nomeado pelo Governo. Para o seu lugar, o Ministério da Saúde indicou o Vice-almirante Gouveia e Melo, que já integrava o grupo de trabalho que criou o plano de vacinação contra a Covid-19.

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