Governo quer apoio de Bruxelas na "retirada de mercado" de produtos alimentares

O Executivo está a entregar o excedente dos produtos a instituições de solidariedade social.

A crise provocada pelo novo coronavírus, que obrigou ao confinamento, faz com que diversos alimentos não estejam a ser escoados pelo comércio. É o caso de carnes, queijos e frutos vermelhos.

O Governo está, por isso, a utilizar o mecanismo de "retirada de mercado", entregando o excedente a instituições de solidariedade social, como é o caso do Banco Alimentar. Ainda assim, o Ministério da Agricultura espera "luz verde" da União Europeia para alargar o mecanismo a mais produtores.

Em declarações à TSF, Maria do Céu Albuquerque esclarece que Portugal "está a pedir que, por via de medidas excecionais, possamos ter condições, por exemplo, para financiar o armazenamento privado, garantindo que o agricultor continua a ter rendimento para exercer a atividade".

Ainda sem dados oficiais sobre a quebra nos preços e no consumo, uma vez que os números do Instituto Nacional de Estatística ainda não refletem a quebra de procura, a ministra da agricultura reconhece que os produtores já estão a sentir dificuldades. "O que sentimos é que há setores mais vulneráveis a essa diminuição. Os frutos e os legumes são mais perecíveis, tendo em conta que as pessoas vão menos às compras e compram produtos com maior validade. Por outro lado, também há medo de que os produtos possam ser veículos de transmissão da doença", admite.

Maria do Céu Albuquerque lembra, no entanto, que a higienização dos alimentos evita a transmissão do vírus para os seres humanos.

Na manhã desta sexta-feira, a ministra da agricultura assistiu à entrega de 800 kg de framboesas ao Banco Alimentar.

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