Governo recorre ao ensino particular e cooperativo para telescola

Equipa que vai trabalhar no projeto #EstudoEmCasa é composta por mais de uma centena de professores, alguns dos quais de estabelecimentos do setor particular e cooperativo. A TSF sabe que houve dificuldade em encontrar professores disponíveis para projeto da telescola.

Vão ser mais de uma centena de professores que vão estar envolvidos no projeto #EstudoEmCasa para levar, através da televisão, conteúdos letivos aos alunos do 1.º ao 9.º anos de escolaridade, alguns dos quais do ensino particular e cooperativo.

Os detalhes só vão ser anunciados nesta quarta-feira de manhã, mas a TSF sabe que, pelo menos, as aulas do 1.º e 2.º anos vão ser asseguradas por professores do Colégio Corte Real, da Moita, e que integra a rede de estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo.

Num e-mail aos encarregados de educação lido pela TSF, este estabelecimento dá conta de que "foi convidado a colaborar na construção e dinamização da oferta #EstudoEmCasa, promovida pelo Ministério da Educação".

Questionado pela TSF sobre que critérios foram utilizados para a escolha de professores, do porquê ao recurso ao ensino particular e cooperativo e que eventuais verbas estão envolvidas, o Ministério da Educação apenas sublinha numa nota escrita que "a equipa de professores envolvida no projeto #EstudoEmCasa é composta por mais de cem docentes oriundos de seis agrupamentos de escolas públicas, dois estabelecimentos do setor particular e cooperativo e da ciberescola".

Apesar de não terem sido avançados detalhes sobre a escolha dos docentes, a TSF sabe que o processo não foi fácil. Além de ter sido feito em contrarrelógio e com todos os constrangimentos associados à pandemia de Covid-19, o Ministério da Educação teve dificuldade em encontrar, com a rapidez necessária, professores que estivessem disponíveis para colaborar neste projeto feito em parceria com a RTP e com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Ainda esta semana, no Fórum TSF, o ministro Tiago Brandão Rodrigues garantiu que as escolas receberam "orientações claras" e sublinhou que os professores vão continuar a ser "a ser a figura de referência para os seus alunos".

Questionado sobre o facto de as aulas via telescola estarem concentradas num único canal, Tiago Brandão Rodrigues defendeu que se existissem vários canais com telescola para diferentes níveis de ensino isso poderia prejudicar as famílias "com mais do que uma criança ou jovem em idade escolar". Por exemplo, se só existisse apenas uma televisão e sem a funcionalidade de "puxar atrás", uma das crianças perderia a oportunidade de aprender através da telescola.

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