Hidrogénio gera dúvidas, mas Quercus admite que seria "boa solução para armazenamento"

Alexandra Azevedo, da Quercus, refere que a informação do Governo sobre a forma de produção de energia renovável "ainda não é muito clara".

A presidente da Quercus diz que ainda são muitas as dúvidas sobre o uso do hidrogénio verde. Alexandra Azevedo aponta três questões: a dependência energética, a tecnologia de armazenamento e a forma de produção de energia.

"Do ponto de vista do armazenamento, o hidrogénio parece-nos uma boa solução, porque as energias renováveis, a maior parte delas, nomeadamente, a fotovoltaica ou a eólica, é que são energias despacháveis. Ou seja, no caso da fotovoltaica, não há forma de utilizar energia à noite se não houver uma forma de a armazenar. Através da produção de hidrogénio teríamos essa possibilidade. Agora, em termos da produção de energia dizer-se renovável é vago. O que estamos a assistir neste momento em Portugal é o avanço de mega centrais fotovoltaicas que vão ter necessariamente também um grande impacto pela utilização de solo e aumentar a desflorestação", explica.

A presidente da Quercus diz que a informação dada pelo Governo é muito vaga.

"Sabemos quem são as empresas envolvidas e as verbas de investimento, mas não está ainda muito clara a forma de produção de energia. Não é que não haja necessidade de, às vezes, haver economias de escala, mas temos uma sociedade em que há muita coisa que precisa de ser reformulada - e a agricultura é um dos desses setores", diz.

Esta sexta-feira é lançado um novo projeto em Sines, liderado por um consórcio internacional, que pretende investir mil milhões de euros na produção de hidrogénio e amónia verdes.

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