Hospital Miguel Bombarda vai ser habitação acessível. "Estado não perdeu dinheiro"

Este é um ponto de viragem para este e outros edifícios, depois do falhanço do Estado, de acordo com Pedro Nuno Santos. Costa diz, no entanto, que o Estado não vai perder dinheiro.

O antigo hospital Miguel Bombarda vai ter uma nova vida. O edifício faz parte da lista de imóveis do Estado que saiu do conselho de ministros da última semana para servir de habitação de arrendamento acessível.

Visitado esta terça-feira pelo primeiro-ministro, pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação e por vários secretários de Estado para marcar a estratégia da nova geração de políticas de habitação, as instalações já serviram diferentes propósitos: um convento durante 110 anos deu lugar à casa real do então Colégio Militar, durante 10 anos, e, posteriormente, foi, durante 160 anos, o primeiro hospital psiquiátrico do país.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, assinalou um novo começo para este edifício histórico no centro de Lisboa, num momento em que o hospital integra a lista dos vários edifícios em todo o país que vão ser reabilitados para habitação acessível.

Este é, portanto, um ponto de viragem, depois do duplo erro do Estado, conforme assinala Pedro Nuno Santos. "Por um lado, desenvolveu uma política de habitação só para os muito pobres. Por outro, o Estado obrigou os proprietários privados a fazer a política social que o Estado não queria fazer", aponta o ministro.

Foi já lançada a nova geração de políticas de habitação que assenta em três pilares: o programa 1.º direito para famílias sem condições para suportar o custo de uma habitação condigna, a reabilitação de imóveis que vão ser integrados o fundo nacional de reabilitação do edificado, e, ainda, o programa de arrendamento acessível.

Ainda assim, o primeiro-ministro lembrou que o Estado não vai perder dinheiro. "O Estado não perdeu dinheiro, pelo contrário", salientou António Costa.

Além do antigo hospital, há outros imóveis do Estado em cidades de norte a sul, como Braga, Porto, Figueira da Foz, Évora ou Portalegre, que vão ganhar novas vidas: vão servir de habitação mais acessível para o bolso dos portugueses.

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