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A possibilidade de a imunidade à Covid-19 aumentar com a vacina BCG (usada principalmente contra a tuberculose) é um dos principais temas em debate entre investigadores nacionais e internacionais. Diogo Cruz, o subdiretor-geral da saúde, refere que têm sido divulgados inúmeros ensaios com uma "robustez" que não é a "desejável", já que são desenvolvidos sem desfasamento temporal algum relativamente ao combate do surto.
O responsável da DGS sublinha que estes estudos são "redutores", com muitos "fatores contundentes", já que comparam países com e sem este tipo de vacinação, ou seja, há mais variáveis a influenciar a evolução da doença.
Diogo Cruz salienta, no entanto, que a DGS está a acompanhar com interesse estas investigações, e adianta que um novo estudo, realizado "na Austrália", terá uma robustez mais adequada.

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Um dos especialistas que já se pronunciou sobre o tema foi Mihai Netea, um imunologista conceituado, autor do conceito de "imunidade treinada". O investigador da Universidade de Radboud, na Holanda, diz, em entrevista à TSF, acreditar que a vacina da BCG possa ter "efeitos não específicos e potencialmente benéficos muito interessantes em vários grupos de indivíduos que foram vacinados". Mas ainda ´e cedo para serem tiradas conclusões sobre a associação a um menor impacto da Covid-19.

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