Covid-19 deve duplicar até agosto em Portugal, mas na Europa será ainda pior

Mortalidade e incidência da pandemia vão aumentar nas próximas semanas em Portugal. Espanha, aqui ao lado, arrisca-se a ter mais de dois mil casos por 100 mil habitantes na primeira semana de agosto.

A incidência da Covid-19 arrisca-se a quase duplicar nas próximas semanas em Portugal, até ao início de agosto. A previsão é do Centro Europeu para o Controlo de Doenças (ECDC) que também estima um aumento da mortalidade provocada pelo SARS-CoV-2.

As projeções são feitas no último balanço da pandemia publicado no final da última semana onde, como foi noticiado na altura, o ECDC antecipa um forte aumento do número de casos nas próximas semanas na União Europeia (UE).

O documento, consultado pela TSF, tem, igualmente, previsões por país e é aí que se podem ver os dados concretos sobre Portugal que, apesar da subida, não fica tão mal na fotografia como a maioria dos países europeus.

Na média da UE, a incidência da covid deverá quadruplicar entre as semanas de 12 a 18 de julho e 2 a 8 de agosto - de 144 novos para 622 casos por 100 mil habitantes.
Em Portugal a incidência atual do coronavírus está em 355,5 casos, segundo os números da Direção-Geral da Saúde (DGS), com a previsão do ECDC a indicar para uma subida contínua até 643,4 na semana de 2 a 8 de agosto, não se vendo, nesta análise - que acaba a 8 de agosto -, sinal do pico da chamada quarta vaga.

Aquilo que parece muito não será, contudo, assim tanto quando comparado com mais sete países que terão - a confirmarem-se as previsões do ECDC - mais casos que Portugal no início de agosto.

No topo, Chipre terá, nessa altura, quase 7 mil casos ativos por 100 mil habitantes. Seguem-se a Holanda com cerca de 6 mil, a Espanha com mais de 2 mil e a Grécia e a Eslovénia com mais de mil.

Portugal é, aliás, apenas um dos 20 países europeus onde se prevê um aumento de infeções nas próximas semanas e um dos nove que terão uma subida de mortes.

A previsão do ECDC diz que Portugal tinha, na semana que agora acabou, 9,2 mortos com Covid-19 por cada milhão de habitantes, número que se arrisca a aumentar para 16,7 na primeira semana de agosto.

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