ANAC acompanha qualidade do ar nos novos aviões da TAP e garante segurança

Regulador da aviação em Portugal diz que não se justifica suspender voos dos A330neo.

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) diz que não há até ao momento qualquer resultado que aponte para a necessidade de suspender os voos dos novos aviões da TAP.

Numa resposta enviada à TSF após mais notícias, no início da semana, sobre os casos de enjoos e mau estar a bordo dos A330neo, a ANAC explica que tem "acompanhado o processo junto da TAP e do fabricante (Airbus) para se inteirar das possíveis origens dos fenómenos reportados, tendo igualmente comunicado à Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) as ocorrências de que tomou conhecimento".

"Acompanhamos as medições da qualidade do ar das diferentes aeronaves que entraram ao serviço da companhia", acrescenta a ANAC, "não havendo até ao momento qualquer resultado que aponte para a necessidade de suspender a aeronavegabilidade dessas mesmas aeronaves".

Recorde-se que há três dias a EASA já tinha confirmado que está a tentar perceber os estranhos episódios a envolver os novos aviões da TAP.

Também a Airbus adianta à TSF que as investigações continuam em curso e que já foram avançadas medidas de mitigação.

Admitindo casos de cheiros fora do comum e sintomas de desconforto, o fabricante associa os cheiros estranhos ao material que cobre, para evitar a corrosão, o mecanismo que transforma o ar vindo do exterior em ar respirável dentro do avião, estando convencido que com o tempo e o uso das aeronaves estes odores desaparecem.

Sobre os cheiros no cockpit a Airbus conclui que estes só surgem em situações particulares em terra. Uma das medidas mitigadoras passa por usar em terra ou durante a descolagem a Unidade Auxiliar de Energia (APU) em vez do motor para captar o ar que é respirado dentro do avião.

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