Falta de carros quase paralisa ASAE. Nem carrinhas frigoríficas existem

Funcionários da ASAE já admitem pedir o passe social ao Governo.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) perdeu no último mês quase 30 veículos devido ao fim de um contrato de aluguer. Entre estes veículos estão as únicas cinco carrinhas frigoríficas que existiam para transportar amostras que precisam de frio.

O alerta é feito à TSF pelo presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE (ASF-ASAE) que quer explicações da direção da ASAE e do Ministério da Economia por não perceber como é que o parque automóvel da instituição chegou a este estado.

Este é o segundo contrato de aluguer que acaba no espaço de dois anos, sem substituição, num total de cerca de 50 veículos retirados à ASAE.

Só ficaram carros com mais de 20 anos

Neste momento, os únicos carros que restam são os da frota própria da ASAE - viaturas que, segundo a associação sindical, têm mais de 20 anos, anteriores à fundação da instituição, com várias centenas de milhares de quilómetros e pouco fiáveis, "que não dão garantias nenhumas".

"Há unidades operacionais que praticamente estão paradas", nomeadamente na fiscalização e prevenção, detalha Bruno Figueiredo, que dá o exemplo da unidade de Santarém, que só tem um carro e que não consegue cumprir os compromissos.

"Em algumas unidades os veículos estão a ser reservados para situações mais urgentes", havendo "atividade que está completamente parada", diz.

"Não temos meios para nos transportar, por exemplo para as inspeções diárias e diligências em processos, e sinceramente já estou a pensar pedir o passe social ao senhor primeiro-ministro pois tem sido a bandeira do Governo e pode ser a forma da segurança alimentar se precaver", desabafa o representante dos inspetores da ASAE.

Sem carrinhas frigoríficas

Um dos casos mais graves envolve as cinco carrinhas frigoríficas até aqui usadas para transportar amostras alimentares que era preciso encaminhar em condições adequadas para os laboratórios.

Bruno Figueiredo diz que, neste momento, não há forma de fazer esse transporte e "nem vale a pena alguém tentar uma forma de compensar esta falha, pois fazer essas viagens em veículos sem capacidade de manter a cadeia de frio será um tiro no pé".

A Associação Sindical dos Funcionários da ASAE defende que ficam em causa várias fiscalizações e processos da autoridade de segurança alimentar por falta de capacidade de garantir o transporte em frio dos alimentos apreendidos.

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