Maioria dos computadores das escolas têm mais de dez anos, lamentam diretores

Associação Nacional dos Diretores Escolares defende que o Governo forneça às escolas material informático novo ou inclua a possibilidade de o adquirir nos orçamentos.

O presidente da Associação Nacional dos Diretores Escolares espera que o novo ano letivo traga computadores novos. Grande parte dos computadores da escolas têm mais de uma década, nota Manuel Pereira em declarações à TSF.

"Um computador que tenha começado a trabalhar há 12 anos está perfeitamente ultrapassado em termos de software. A maior parte das escolas receberam entre 2007 e 2009 material informático novo e em quantidade necessária, mas a verdade é que daí para cá não houve atualização, não houve substituição." Nos orçamentos das escolas nunca houve a possibilidade de comprar software ou hardware novo, lamenta.

"É um problema", defende o presidente da Associação Nacional dos Diretores Escolares. E por isso "um desafio para os próximos anos: que o Governo pense seriamente ou em dar às escolas a possibilidade de comprar e atualizar o material, em termos de orçamento próprio, ou de o próprio ministério fornecer às escolas material novo e, a seguir, dar-lhes, em termos de orçamentação anual, a possibilidade de substituir material que se vai degradando."

Neste início de ano letivo, que decorre entre 10 e 16 de setembro para mais de um milhão de alunos, tem-se falado muito de manuais gratuitos usados que vários pais dizem não terem condições.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), explica que as famílias que cheguem a essa conclusão devem falar com as escolas.

"São casos residuais", garante, em declarações à TSF. "O que os pais devem fazer é dirigirem-se às escolas, falar com o diretor, ou alguém que o substitua, e tentar perceber porque é que esse manual foi entregue. Seguramente que a escola resolverá esse problema."

Os dois representantes dos diretores esperam, em geral, um início de ano letivo tranquilo."A colocação de professores, a constituição de turmas - tudo isto está resolvido nesta altura", afirma.

Manuel Pereira diz que os problemas que restam são os mesmos do passado, como a "falta de assistentes operacionais em algumas escolas. Em alguns casos porque os concursos atrasaram, noutros porque problemas burocráticos fizeram com que as pessoas selecionadas ainda não tenham sido colocadas. Isto nas escolas onde houve concursos."

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