Nunca existiram tantos estrangeiros a viver em Portugal. Mais 59 mil só em 2018

Mais do que duplicou o número de estrangeiros vindos do Bangladesh, Brasil, Nepal e Índia.

O Relatório de Imigração Fronteiras e Asilo de 2018 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) revela que nunca existiram tantos estrangeiros a viver em Portugal.

Os primeiros dados avançados à TSF revelam que o ano fechou com 480.300 cidadãos estrangeiros titulares de autorização de residência, o "valor mais elevado registado pelo SEF desde que há registos". Bem mais que os 421.711 registados em 2017, num aumento de 13,9%.

É o terceiro ano consecutivo em que aumenta o número de estrangeiros e há 16 anos, desde 2002, que não existia um crescimento tão grande como em 2018.

A concessão de novos títulos de residência em 2018 também subiu muito, 51,7%, totalizando 93.154 novos residentes.

O Governo garante que os dados confirmam o particular impacto dos fatores de atratividade de Portugal apontados em anos anteriores como a perceção de de um país seguro.

Cerca de um em cada cinco estrangeiros a viverem em Portugal são de nacionalidade brasileira (105.423 cidadãos) que continua a ser a maior comunidade estrangeira residente.

As nacionalidades que mais aumentaram em 2018 foram a bengalí (do Bangladesh, +165,1%), brasileira (+143,7%), nepalesa (+141,2%), indiana (+127,3%) e venezuelana (+83,2%).

Para o ministro da Administração Interna, estes são "dados positivos", que "refletem a atratividade do país e o crescimento da economia".

Ouvido pela TSF, Eduardo Cabrita destaca a necessidade de Portugal ter uma estratégia ordenada de migração, um dos objetivos para o período 20-30.

O crescimento de quase 50 mil residentes estrangeiros "está em linha com as necessidades de manutenção do nível populacional e população ativa", acrescenta.

Um estudo independente da Fundação Francisco Manuel dos Santos apontava há um ano que Portugal precisava de um saldo migratório positivo anual de 50 mil pessoas para manter a população e de um saldo migratório positivo anual de 75 mil pessoas para manter a população ativa.

O ministro explica que o aumento da chegada ao país de pessoas provenientes do Bangladesh, do Nepal e da índia são ainda explicados as dinâmicas do mercado de trabalho, em especial a falta de mão-de-obra nos setores da agricultura e construção civil.

Para dar resposta ao crescimento dos estrangeiros a residir em Portugal, a partir de segunda-feira o horário dos postos de atendimento do SEF vai ser alargado das 8h30 às 20h00.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de