SIRESP ameaça desligar satélites, se o Governo não pagar dívida à empresa

A dívida de mais de onze milhões de euros pode ditar a insolvência da empresa já em setembro.

A SIRESP, S.A. ameaça desligar os satélites que funcionam como alternativa e asseguram a transmissão das comunicações em caso de falha de outros meios, caso o Governo não pague os mais de onze milhões de euros que deve à empresa, avança o Jornal de Notícias.

Estes sistemas de redundância foram criados após as falhas de comunicações nos incêndios de 2017 e fazem parte de um investimento que o consórcio quer que o Governo pague, mas que o Tribunal de Contas chumbou já por duas vezes.

A dívida de mais de onze milhões de euros pode ditar a insolvência da empresa já em setembro.

O Jornal de Notícias revela que o valor da dívida diz respeito a investimentos feitos no ano passado a pedido do Governo. Inclui os nove milhões de euros em sistemas de redundância determinados em Conselho de Ministros, oito rendas mensais de 200 mil euros e outros custos relativos à manutenção de antenas e uso de satélite.

Se o Governo não pagar, a empresa ameaça desligar os equipamentos com recurso a satélite. Isto, a menos de uma semana da subida do estado de alerta da Proteção Civil relativamente a fogos rurais.

Este sistema de redundância foi proposto pela comissão técnica independente que avaliou os incêndios de 2017 e consiste na ativação de estações base com ligação a satélite sempre que há uma falha noutra estação.

Não é claro como é que o investimento vai ser pago. O Governo comprometeu-se a assegurar o investimento, mas o Tribunal de Contas chumbou por duas vezes a possibilidade do ser o Estado a cumprir esses custos por falta de documentação e pareceres. O JN garante que o Governo já foi avisado das consequências da dívida.

Nos últimos meses, a SIRESP, S.A., controlada maioritariamente pela Altice, reuniu com as Secretarias de Estado das Finanças, do Tesouro e da Proteção Civil e alertou para as dificuldades da empresa.

O jornal avança que o Executivo tem até esta sexta-feira para apresentar uma solução.

Num comunicado enviado às redações, a SIRESP afirma que "tem vindo a trabalhar afincadamente com o Estado no sentido de se chegar a uma solução que permita manter em funcionamento as redundâncias de satélite e de energia implementadas em 2018".

As soluções encontradas foram uma mais valia em situações como o incêndio de Monchique ou a passagem da tempestade Leslie, mas "o contexto económico-financeiro da SIRESP, S.A. não permite a manutenção dos atuais sistemas de redundância por muito mais tempo sem uma solução financeira que cubra os custos implicados".

O Conselho de Administração da empresa vai reunir-se esta sexta-feira para avaliar a situação.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de