ISCTE e ICS querem saber como é a vida dos portugueses durante a pandemia

Um grupo de investigadores do ISCTE e do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa criou um inquérito para saber mais sobre a vida dos portugueses durante esta pandemia.

O objetivo dos investigadores é contribuir para o "melhor conhecimento da situação que estamos a viver e produzir informação útil para o desenvolvimento de políticas públicas adequadas".

As sondagens mais comuns, que também estão a ser realizadas pelo ISCTE e pelo ICS - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, são normalmente mais breves, por telefone, sem grande margem para desenvolver as respostas.

Por outro lado, este inquérito está disponível online e uma das grandes diferenças, sublinha o investigador do ICS Pedro Magalhães, é o facto de permitir a partilha de testemunhos para uma análise mais aprofundada do momento que vivemos.

"Este inquérito online tem, por um lado, questões que são iguais às questões das sondagens convencionais que conduzimos e vamos continuar a conduzir mas, por outro lado, também tem a possibilidade de desenvolver respostas, deixar testemunhos, dar sugestões para que possamos modificar o inquérito no futuro", explica.

Outra particularidade do inquérito é o facto de "permitir, caso as pessoas que respondam consintam, voltar a reinquirir as mesmas pessoas ao longo do tempo. Isto é muito importante porque permite perceber o que vai mudar ao longo do tempo, até que ponto a capacidade das pessoas para cumprirem as atuais regras de confinamento se mantém, até que ponto as consequências económicas se concretizam, quão graves elas são. E também perceber até que ponto há diferenças na população entre os mais jovens e os mais velhos", sublinha o investigador.

O ISCTE e o ICS consideram que a "pandemia COVID-19 e o Estado de Emergência estão a afetar a saúde e a vida de todos os portugueses" e que, nestas situações, "as instituições universitárias têm responsabilidades científicas e sociais acrescidas".

O grupo de investigadores deixa, por isso, um duplo apelo: pede aos portugueses que respondam ao inquérito e o divulguem, mas também ajudem quem que não têm internet ou não a sabem utilizar a preencher o inquérito.

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