Já começaram a ser transferidos para lares alguns dos 500 "casos sociais" nos hospitais

Há pessoas que estão internadas há mais de um ano só por não terem outro sítio que não aquela cama de hospital e mais ninguém senão aqueles profissionais de saúde. O ministro Manuel Pizarro prometeu dar uma resposta social a estes casos.

"As pessoas que já deram entrada nos lares estão muito contentes", a garantia de Manuel Lemos numa referência aos primeiros doentes sociais da região de Lisboa que estão a ser transferidos dos hospitais para lares das Misericórdias, "o ambiente hospitalar é muito pesado em termos de saúde mental", conclui o presidente da União de Misericórdias.

Foi há poucos dias que o ministro da Saúde anunciou o acordo para transferir para unidades do setor social cerca de 500 doentes hospitalizados por não terem quem os acolha. Em poucos dias, esses lugares apareceram. "Só nas Misericórdias, do levantamento que está feito, temos uns 300 lugares", conta Manuel Lemos, portanto mais de metade das vagas pedidas pelo executivo. Se contarmos ainda com as vagas de outras IPSS é fácil perceber que ninguém vai ficar abandonado em hospitais por falta de resposta.

A colocação em lares é paga pela segurança social e é mais fácil. A Rede Nacional de Cuidados Continuados, sobretudo na região da Grande Lisboa, está mais que saturada, sujeita a longas listas de espera. "Aqui, a dificuldade é colocarmos as pessoas o mais perto possível, mas algumas já não têm laços familiares e também podem ter ligações de vida a outros pontos do país. Tentamos ter isso em conta". Os utentes transferidos para estas unidades que prestam alguns cuidados de saúde são financiados pelo Ministério da Segurança Social e pelo Ministério da Saúde.

O que ainda não se percebe é quem são exatamente estas pessoas. "Há quem tenha vindo da rua, mas serão muito poucos", afirma Manuel Lemos. "Há quem esteja internado há mais de um ano porque vivia sozinho e já não tem quem lhe preste cuidados, há quem tenha sido abandonado pela família... enfim, como se costuma dizer, há de tudo como na farmácia, mas ainda estamos a fazer essa caraterização".

A libertação de cerca de 500 camas hospitalares ocupadas por casos sociais foi uma das medidas anunciadas pelo ministro da saúde, Manuel Pizarro, para responder à maior procura do SNS neste período de inverno.

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