Lisboa vai instalar rede inteligente de recolha de óleos alimentares usados

O projeto deverá ficar concluído até ao final de maio e iniciar-se-á nas freguesias de Areeiro, Arroios, Beato, Penha de França, Benfica, Carnide, São Vicente e Alcântara.

Uma rede de oleões inteligentes de recolha de óleos alimentares usados vai começar a ser instalada em Lisboa, a partir de terça-feira, num total de 204 equipamentos que vão permitir aos cidadãos registar os depósitos em tempo real.

Em comunicado esta segunda-feira divulgado, a Hardlevel, empresa fundadora da Rede Nacional de Oleões (RENO), adianta que numa primeira fase está prevista a instalação de 160 oleões "em pontos estratégicos da cidade".

O projeto, que deverá ficar concluído até ao final de maio, iniciar-se-á nas freguesias de Areeiro, Arroios, Beato, Penha de França, Benfica, Carnide, São Vicente e Alcântara.

De acordo com a empresa de gestão e tratamento de óleos alimentares usados (OAU), estima-se que, também durante o mesmo período, sejam instalados mais 44 oleões inteligentes em locais, como mercados e Juntas de Freguesia, perfazendo um total de 204 equipamentos instalados.

"Esta solução permite também, através da aplicação móvel, a interação do município com os munícipes, podendo ser utilizada como ferramenta de promoção da neutralidade carbónica de cada um de nós e, simultaneamente, de incentivo às boas práticas de reciclagem através da implementação de campanhas de sensibilização e sorteios", realça Karim Karmali, administrador da Hardlevel, citado em comunicado.

A Hardlevel lembra que os oleões inteligentes (Smart S+) estão equipados com a tecnologia IoT - Internet of Things (Internet das Coisas) e permitirão aos munícipes, por via de uma aplicação digital (RENO App), aceder no telemóvel ou no computador à localização do oleão mais próximo, avaliar em tempo real o nível de enchimento dos oleões e contabilizar os depósitos.

"A rede de oleões a implementar em Lisboa estará inclusive preparada para servir não apenas os residentes da cidade, mas também a considerável fatia dos mais de cinco milhões de turistas que anualmente a visitam e que confecionam em regime de alojamento local", salienta Karim Karmali.

Segundo Karim Karmali, a rede de oleões "pretende ser um catalisador dos ecossistemas das cidades inteligentes", podendo ajudar o município de Lisboa a "ligar os diferentes domínios dos cidadãos e das instituições, designadamente ao nível da participação e da responsabilização social".

Além da instalação dos primeiros 160 equipamentos, a Hardlevel vai garantir a gestão, pré-tratamento e valorização dos OAU produzidos nas cozinhas de refeitórios dos serviços de ação social e dos regimentos de bombeiros sapadores da autarquia.

"[...] O acompanhamento e a supervisão da adesão à rede inteligente de recolha de OAU e às interações com os munícipes será alvo de uma monitorização contínua por parte do departamento de Smart Cities da Hardlevel, por forma a garantir que o número e a localização dos oleões seja a adequada para suprir as necessidades de uma dada rua, bairro ou freguesia", é indicado.

Com a implementação de oleões, Lisboa passa agora a integrar a RENO, que conta com mais de 2.000 equipamentos inteligentes em mais de 80 municípios.

"A implementação desta solução resulta de uma parceria estabelecida entre o município de Lisboa e a Hardlevel -- Energias Renováveis, SA, empresa líder em Portugal na gestão e pré-tratamento de OAU e que em 2017 criou a Rede Nacional de Oleões (RENO)", adianta a empresa que foi fundada em 2006, em Vila Nova de Gaia (Porto), e é detida pelos irmãos portugueses Karim e Salim Karmali.

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