Lítio: o elemento que mudou a vida das pessoas

Maria José Lourenço, do departamento de química e bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, destaca a atribuição do Prémio Nobel às baterias de iões de lítio.

O Prémio Nobel da Química deste ano já tem dono: os cientistas John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino, desenvolveram baterias de iões de lítio, e receberam agora o galardão mais ambicionado da indústria. Maria José Lourenço, do departamento de química e bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, elogia a atribuição do Nobel a uma descoberta que há vários anos começou a transformar o dia-a-dia das pessoas.

Trata-se de uma homenagem a uma inovação que passou a ser indispensável na tecnologia portátil. Em 2019 celebra-se o ano internacional da Tabela Periódica dos elementos químicos, uma coincidência, que na opinião de Maria José Lourenço, serviu para destacar o número três da tabela: o lítio. "Um elemento pequeno, com uma grande mobilidade", destaca.

Sobre o futuro do elemento químico, numa sociedade que pensa cada vez mais no ambiente, a coordenadora de Química Tecnológica da Faculdade de Ciências considera que "a industria química não tem uma cara tão feia como muitos lhe atribuem", tratando-se de uma visão "injusta". Segundo Maria José Lourenço, a química e a tecnologia vão garantir materiais mais "verdes", servindo a sociedade e o seu próprio conforto.

Os vencedores dos Prémios Nonel recebem, atualmente, 9 milhões de coroas suecas (cerca de 830 mil euros). Já foram anunciados os vencedores dos Nobel da Medicina, da Física e, agora da Química. Na quinta-feira, serão atribuídos os Nobel da Literatura de 2018 e 2019. Na sexta-feira, será a vez do Nobel da Paz. O último prémio a ser atribuido é o Nobel da Economia, no próximo dia 14 de outubro.

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