MAI: Portugal tem mais polícias por 100 mil habitantes do que Espanha, França ou Alemanha

José Luís Carneiro defende que várias participações de cariz administrativo feitas nas esquadras podiam ser transferidas para lojas do cidadão ou autarquias

O ministro da Administração Interna afirma que Portugal tem mais polícias por 100 mil habitantes comparativamente a outros países europeus - como Espanha, França ou Alemanha - e um maior número de esquadras - "acima da grande área metropolitana de Madrid, Paris ou Nova Iorque".

Em Portugal há 442 polícias por 100 mil habitantes, aponta José Luís Carneiro em declarações aos jornalistas após uma reunião com a direção nacional da PSP esta manhã. Por comparação, Espanha tem 369 polícias por 100 mil habitantes, França 322, Alemanha 301 e a Finlândia tem "quatro vezes menos do que Portugal": 135 polícias por 100 mil habitantes.

Questionado diretamente se defende com a redução do número de esquadras, José Luís Carneiro afirma que "concorda com a necessidade de reorganizarmos o modo como olhamos para as estruturas físicas".

Em concreto, defende, é preciso "reorganizar os termos em que o dispositivo faz o atendimento" de tarefas de cariz administrativo. "Temos que olhar para os meios que temos e ver como é que eles podem ser mais eficientes."

Quando um cidadão perde os documentos ou perde um animal de estimação, por exemplo, essas participações podiam ser feitas nas lojas de cidadão ou nas juntas de freguesia, sugere José Luís Carneiro. E caso seja fim de semana? "Vamos falar com as autarquias para que isso possa ser feito", assegura.

"Não são as esquadras que garantem a segurança às pessoas", reforça José Luís Carneiro: o que as pessoas querem é ver mais polícias na rua. "Quando a PSP é chamada para ir à Amadora, como foi esta noite, não é a esquadra que se movimenta, são os polícias", exemplifica.

Quanto à segurança em Portugal, o ministro destaca uma redução de cerca de 8% da criminalidade geral e de 10% da criminalidade violenta, comparativamente a 2019 (excluindo os anos de pandemia), assim como uma redução da delinquência juvenil e da criminalidade grupal.

Por outro lado, verificou-se um aumento da operacionalidade por parte do comando metropolitano, com mais duas mil operações especiais face a 2019 e mais detenções.

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