Ministério Público investiga lixeira que continua a arder há uma semana perto de Faro

A CCDR do Algarve já suspendeu a licença da empresa que gere o local.

Os dados recolhidos pela GNR de Loulé foram reportados ao Ministério Público e a Polícia Judiciária esteve no local e tem a investigação do caso entre mãos.

Passada uma semana de ter começado o incêndio ainda não se conhecem conclusões, mas os seus efeitos ainda são bem sentidos na cidade de Faro, sobretudo à noite. O cheiro a fumo que vem daquele local é intenso porque a lixeira continua a arder. No entanto, o incêndio não está a ser combatido pelos bombeiros.

Fonte da Proteção Civil explicou à TSF que será muito difícil apagar este fogo, a não ser que sejam retirados todos os detritos do local, o que seria uma missão quase impossível: a opção é deixar arder.

De acordo com a Proteção Civil, o Estado de Alerta Especial leva também a uma mobilização de 100% dos efetivos no dispositivo de Combate a Incêndios Rurais e não podem ser deslocalizados bombeiros para esta situação que, embora esteja localizada numa zona de povoamento florestal, sobretudo pinhal, está circunscrita e nesta altura sem perigo de propagação.

No entanto, Em carta enviada à CCDRA do Algarve a Proteção Civil Distrital estranha o histórico de ocorrências naquela lixeira gerida pela empresa Inertegarve, e lembra que ali o último incêndio, ocorrido em setembro de 2011, que começou cerca das 02h30, tendo decorrido durante cerca de 15 dias, com mais de 150 operacionais no terreno e 13 entidades envolvidas. Desta vez não é expetável que o fogo leve menos tempo a extinguir-se.

Face ao intenso cheiro a fumo, a CCDR suspendeu no final da semana passada a atividade da empresa, que tinha uma licença com condicionantes, e argumentou que estava em causa a saúde pública e o meio ambiente.

A CCDR vai colocar no local uma máquina de medição da qualidade do ar, mas até ao momento ainda não o fez, alegando que, de acordo com as regras da administração pública, teve de apresentar uma proposta a três firmas. Só uma respondeu, e o processo vai avançar nos próximos dias.

A comissão de coordenação também determinou que a empresa que gere o aterro, a Inertegarve, deve efetuar os trabalhos de limpeza e remoção dos resíduos e encaminhá-los para destino final, adequado e licenciado.

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