Nunca, em nenhum confinamento, os portugueses saíram tanto de casa como agora

Portugueses saem mais de casa, estão mais tempo fora e percorrem distâncias cada vez mais longas.

Desde o início da pandemia e dos dois períodos de confinamento alargado - primeiro em março/abril de 2020 e agora desde janeiro de 2021 - que as sextas-feiras são os dias da semana com maior mobilidade.

No entanto, a última sexta-feira bateu todos os recordes com um índice de mobilidade correspondente a 83% da mobilidade que existia antes da Covid-19.

As contas são da consultora PSE, especialista em mobilidade, que acrescenta, contudo, que além da última sexta-feira toda esta semana está a ser, claramente, aquela em que os portugueses mais estão a sair de casa.

Nuno Santos, especialista em mobilidade da PSE, detalha à TSF que a frequência com que se sai de casa está a ser não apenas maior como as distâncias percorridas são, igualmente, cada vez mais afastadas do domicílio - sinais claros de que o confinamento que dura desde 15 de janeiro "está em erosão".

Em paralelo, o tempo que as pessoas estão fora de casa também é cada vez mais longo.

Se só compararmos sextas-feiras, a 22 de janeiro o índice de mobilidade em Portugal rondava os 64%, mas depois de uma subida quase contínua chegou a um máximo de 83% a 5 de março, na última sexta-feira.

Além disso, a quantidade de população que tem uma mobilidade considerada elevada passou de 29,7% a 22 de janeiro para 38,3% a 5 de Março.

Ou seja, na última sexta-feira quase 40% da população teve destinos de mobilidade superiores a 10 quilómetros.

"Esta sexta-feira tivemos o dia com níveis mais elevados de mobilidade, com mais pessoas em circulação e simultaneamente com maiores distâncias percorridas", diz Nuno Santos.

"Até posso dizer mais: na globalidade a semana toda está a ser aquela com mais mobilidade desde que entrámos em confinamento, pelo que a tendência de aumento é consistente em qualquer dia da semana", refere o especialista, que adianta que este sábado não deve fugir a essa regra.

"Num quadro de confinamento estes níveis de mobilidade são já muito elevados", conclui o especialista.

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