"O médico que só sabe de medicina nem de medicina sabe." Faculdade introduz cadeira de poesia

A partir de setembro, o mestrado integrado de Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto, tem uma nova cadeira: Introdução à Poesia. O objetivo é desenvolver, através da leitura dos poetas, uma educação humanística e humanista dos alunos de Medicina, unindo o sentido que transforma as palavras em gestos.

"Vamos falar da vida e da morte, que faz parte da vida", anuncia João Luís Barreto Guimarães, o médico e poeta convidado para lecionar a cadeira, opcional, dirigida aos alunos do primeiro semestre do segundo ano do curso.

O médico-cirurgião e autor de 'Mediterrâneo, 'Nómada', 'Movimento', o homem que nos diz que 'O Tempo Avança Por Sílabas' não acredita em verdades absolutas para ensinar, " mas é possível iluminar o caminho", e João Luís Barreto Guimarães espera uma plateia interessada e desperta para ouvir e ler o mundo através da poesia.

Como dizia Abel Salazar, "o médico que só sabe de medicina nem de medicina sabe".

Talvez João Luís Barreto Guimarães partilhe algumas das suas histórias, à cabeceira dos pacientes, como aquela que inspirou o poema 'Bom dia a Bárbara Marinzeck' vivida no hospital de Gaia, onde trabalha, ou se socorra do exemplo de Walt Whitman, o poeta norte-americano que, durante a Guerra Civil, foi voluntário nos hospitais de Washington, ou ainda de Wislawa Szymborska, uma das suas poetisas preferidas.

Poemas e poetas não faltam a João Luís Barreto Guimarães. Para prescrever.

Não são curas, mas também dão vida, aos futuros médicos e a todos nós, os pacientes.

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