"Olho por olho, dente por dente." Zangados com Governo, proprietários não arrendam a estudantes

Associação Lisbonense de Proprietários alega que preferem vender as casas do que arrendar com a limitação de um aumento das rendas de 2%.

A Associação Lisbonense de Proprietários considera que "o Governo declarou guerra aos proprietários" ao decidir que as rendas não poderiam subir mais de 2%, "muito abaixo da inflação que se espera que atinja os 9%".

Em declarações à TSF, a porta-voz da Associação afirmou que, por esse motivo, muitos proprietários não irão colocar as suas casas no mercado de arrendamento a estudantes e preferem procurar comprador. "Neste momento, chamem-lhe "olho por olho, dente por dente", nenhum proprietário vai colocar nenhum imóvel, não só para estudantes [no mercado de arrendamento]."

"Tínhamos um vox pop nas redes sociais, e um associado nosso chamou à atenção por se estar a aproximar um pico de procura de arrendamento brutal por parte dos estudantes universitários nas principais cidades", adianta Diana Ralha, mas, "o que vai acontecer é que os estudantes, que não mereciam, não vão ter soluções de habitação ou então extremamente caras".

"Porquê?", questiona, mas responde de imediato: "porque à semelhança do que fez com a habitação, o Governo fez zero" em relação à construção de residências estudantis. A porta-voz da associação ironiza: "se calhar, para o próximo ano, o Estado também pode fazer uma requisição civil para que os contratos de rendas com os estudantes durem quatro anos".

Diana Ralha garante que os proprietários preferem deixar de alugar e procuram vender. "Só um louco é que neste momento aposta no mercado de arrendamento com o clima de instabilidade fiscal e legislativa que o governo instituiu", enfatiza. "Estas últimas medidas foram a gota de água e há muitos compradores estrangeiros para comprarem casas em Portugal", conclui.

De acordo com o Observatório do Alojamento Estudantil, no início do ano passado em Lisboa havia mais de 3700 anúncios para estudantes do ensino superior e, neste momento, há apenas 839 quartos com um preço médio de 381 euros.

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