Portugueses dão nota positiva às vacinas e confiam mais no SNS e no Governo

A maioria dos inquiridos na sondagem TSF-DN-JN dá nota positiva às vacinas e aos planos de vacinação e desconfinamento, revela o barómetro de abril da Aximage.

Os níveis de confiança dos portugueses nas autoridades, nas vacinas e no desconfinamento aumentaram desde a última sondagem apresentada em fevereiro pela TSF, JN e DN. O barómetro de abril mostra que 58% dos inquiridos acredita que a quarta fase do desconfinamento, a iniciar na próxima segunda-feira, dia 3 de maio, vai decorrer como previsto. Ao invés, 42% respondem que a reabertura do país não vai acontecer como prevê o plano do Governo.

Este plano é considerado bom por 58% dos inquiridos (aumento de seis pontos face a fevereiro) e mau por 16%. Existe uma fatia de 24% de inquiridos que não considera o plano bom nem mau.

A confiança na eficácia das vacinas aumentou e agora 66% dos portugueses dizem que têm confiança grande ou muito grande nas vacinas. O número dos que falam em muito grande confiança - os mais otimistas de todos - aumentou de 16% em fevereiro para 21% nesta sondagem.

Já os níveis de confiança pequeno e muito pequeno representam 16%, havendo ainda 17% de pessoas que dizem que o seu nível de confiança nas vacinas não é grande nem pequeno. Este valor de opiniões neutras era de 22% em fevereiro.

O nível de confiança nas vacinas é proporcional ao interesse em tomá-la, já que 67% respondem que vão tomar a vacina assim que seja possível.

Quanto ao andamento do plano de vacinação, um total de 52% dos inquiridos dão nota positiva. Para 40% (27% em fevereiro), a vacinação está a correr bem, ao passo que 12% (4% em fevereiro) dizem que a administração de vacinas está a ir muito bem.

Para 30% (33% há dois meses), o plano de vacinação não está a correr bem nem mal. As opiniões negativas diminuíram desde a última sondagem, havendo agora 27% a considerar que o plano está a andar mal ou muito mal. Em fevereiro eram 35%.

Questionados sobre a confiança no SNS para implementar o plano de vacinação dentro dos prazos definidos, 65% dos inquiridos disseram ter confiança grande ou muito grande. Em fevereiro, a confiança era de 58%. O grupo etário mais confiante é o das pessoas acima de 65 anos.

A subir, embora para valores mais baixos, também está a confiança dos portugueses no Governo para implementar o mesmo plano de vacinação. O Executivo recebe 38% de grande confiança, quando em janeiro esse valor era de 24%. Os muito confiantes também aumentaram, passando de 4% para 7%. Os que respondem ter confiança assim-assim passaram de 27% para 30%, ao passo que os valores de pouca confiança diminuíram, sendo agora de 25%, isto é: um em cada quatro portugueses não confia na capacidade de o Governo vacinar os portugueses dentro dos prazos previstos.

Quando questionados sobre o balanço global da atuação do Governo na gestão da pandemia, 57% respondem que o Executivo tem estado bem ou muito bem, 26% atribuem nota assim-assim e 16% respondem mal ou muito mal. Uma curiosidade: quem mais aplaude o Executivo são os eleitores da CDU (90% dão nota positiva ao governo), à frente dos 81% de socialistas que aprovam a atuação governamental.

Finalmente, os valores de confiança mais baixos e o pessimismo sobre o regresso à normalidade, 23% (18% em fevereiro) apontam para daqui a dois anos ou mais. Cerca de 37% respondem que a normalidade voltará dentro de um ano e 31% referem que tal não acontecerá nos próximos seis a nove meses.

Ficha técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, o DN e o JN, com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre temas relacionados com a pandemia, o desconfinamento e as vacinas. O trabalho de campo decorreu entre 22 e 25 de abril. Foram recolhidas 830 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95%, com uma margem de erro de 3,4%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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