Portugueses reciclaram apenas 12% do plástico produzido

Em 2018, os portugueses produziram 600 mil toneladas de plástico mas reciclaram apenas 72 mil toneladas.

Em 2018, apenas 12% do plástico produzido nas casas portuguesas chegou aos ecopontos amarelos para serem reciclados. Os portugueses produziram 600 mil toneladas de plástico mas reciclaram apenas 72 mil toneladas, de acordo com dados da Agência Portuguesa do Ambiente e da Sociedade Ponto Verde.

Susana Fonseca, membro da direção da associação ambientalista Zero fala de "um problema grave" que precisa de ação imediata.

"Temos que agir rapidamente. Estamos sempre a falar da economia circular mas o que isto nos indica é que podíamos estar a aproveitar muito mais, a integrar muito mais na economia em vez de ir buscar plástico virgem, a necessitar de mais exploração de petróleo", explica a representante da Zero.

Susana Fonseca considera "urgente que os sistema de gestão de resíduos e as cidades gestoras trabalhem em conjunto para que cada vez mais seja fácil às pessoas participarem na recolha seletiva, a vida tem que ser facilitada".

No dia em que é assinado o Pacto Português para os Plásticos, uma iniciativa que quer promover a prevenção e a reciclagem do plástico, Susana Fonseca pede o alargamento da recolha porta a porta a todo o território, para que não haja desculpas para não reciclar.

A associação Zero defende ainda o sistema pay as you throw, que premeia quem diariamente separa os resíduos. O sistema determina que, em vez da taxa do lixo ser paga com base no consumo de água, passe a ser cobrada em função da quantidade de resíduos indiferenciados produzidos.

"As pessoas pagam pelos resíduos indiferenciados que produzem. Quando retiram e colocam nos contentores para reciclagem as embalagens de plástico, de vidro, de metal, o papel isso não é pago. O que é pago é o que colocamos nos contentores verdes, do lixo indiferenciado. Mas esse sistema só deve ser implementado quando já existirem as condições no terreno para facilmente as pessoas poderem separar. Quando as pessoas tiverem condições para separar, aí sim nós defendemos que as pessoas paguem por aquilo que não estão a separar", explicou à TSF.

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