Primeiros oficiais de ligação da PSP e GNR na Europol esperam contribuir para prevenir crime transnacional

O superintendente Luís Elias e o tenente-coronel António Ludovino iniciam funções a 1 de novembro.

A partir de novembro, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública vão ter, pela primeira vez, oficiais de ligação junto da Europol. O superintendente Luís Elias, da PSP, e o tenente-coronel António Ludovino, da GNR, foram os escolhidos e, à TSF, confessam entusiasmo e motivação, sublinhando a importância da missão que vão cumprir. Os dois acreditam que podem contribuir para a prevenção e combate ao terrorismo transnacional.

"Estamos disponíveis para dar o nosso contributo para a defesa do interesse nacional e na prevenção e combate da criminalidade transnacional", assegura o superintendente Luís Elias. O até agora diretor do Departamento de Operações da Direção Nacional da PSP, doutorado em Ciência Política pela Universidade Nova de Lisboa, está empenhado na nova missão.

Em novembro assume a função de oficial de ligação na Europol em Haia, e acredita que a presença da PSP e da GNR vai melhorar a troca de informações entre polícias e até prevenir crimes em Portugal. "O facto de haver oficiais das forças policiais nesta organizações internacionais acaba por permitir estar mais perto de fontes de informação sobre fenómenos criminais ou modus operandi que estejam a ser detetados em alguns estados-membros da União Europeia e que, eventualmente, ainda não tenham chegado a Portugal, abrindo a possibilidade de antecipar cenários e tomar medidas preventivas."

Pela GNR, António Ludovino também não esconde a motivação. Foi escolhido entre uma série de candidatos e encara a comissão de serviço de três anos como um desafio, tanto a nível pessoal como profissional. Doutorado em Direito e Segurança, também pela Universidade Nova de Lisboa, o tenente-coronel António Ludovino chefia atualmente uma das divisões do Departamento de Recursos Humanos da GNR.

À TSF, o militar sublinha a importância dos oficiais de ligação para a melhoria da troca de informações entre polícias. O tenente-coronel lembra que a Europol está particularmente atenta à criminalidade altamente organizada.

"Estamos a falar de terrorismo, tráfico internacional de estupefacientes, branqueamento de capitais, fraude organizada, contrafação de moeda e ainda novos riscos - que já não são novos - que têm a ver com o cibercrime e, infelizmente, o tráfico de seres humanos, ao qual tem sido dado grande importância pela Europol e por todos os estados-membros."

A missão começa dia 1 de novembro e o que vão fazer exatamente só o vão saber quando chegarem, mas acreditam que podem fazer a diferença.

"Vai ser também um processo de aprendizagem para nós", confessa o superintendente Luís Elias da PSP, que revela que já começou os preparativos para a viagem.

Mais atrasado está o tenente-coronel António Ludovino, que revela que ainda não preparou nada porque as atuais funções o ocupam a tempo inteiro, mas "a motivação é enorme".

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