Prisão preventiva para os cinco suspeitos da morte de Giovani em Bragança

Luís Giovanni morreu a 31 de dezembro no Hospital de São João no Porto.

Os cinco suspeitos da morte de um estudante cabo-verdiano em Bragança vão aguardar julgamento em prisão preventiva indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e três tentativas de homicídio, determinou o tribunal, que afasta a motivação por ódio racial.

A decisão, lida aos jornalistas cerca das 23:30 de sexta-feira por uma funcionária judicial, refere que depois do primeiro interrogatório judicial, o tribunal decidiu sujeitar todos os cinco arguidos a prisão preventiva.

O tribunal sustenta que a decisão, em síntese, "se traduz na afirmação da existência de fortes indícios da prática, por cada um dos arguidos, em coautoria material e concurso real, de quatro crimes de homicídio qualificado, um dos quais consumado, sendo dele vítima Giovani Rodrigues, e os restantes três na forma tentada", relativos às agressões aos outros três elementos do grupo de cabo-verdianos.

O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído numa rua em Bragança em 21 de dezembro e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.

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